Rio Branco, 10 de julho de 2026.

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Menina supostamente envenenada com soda cáustica pela madrasta apresenta melhora e conta que pai lhe mordia e a espancava com murros

Criança de apenas 11 anos segue internada sem previsão de alta – Foto cedida

A criança de 11 anos, internada após ingerir soda cáustica, em Rio Branco, apresentou evolução no quadro clínico e permanece consciente durante o tratamento. A suspeita da polícia, que investiga o caso, é que a madrasta tenha envenenado a criança.

De acordo com informações repassadas pela pastora Regiane Maciel, que acompanha o caso, a criança está lúcida e já está sendo alimentada por sonda, após passar vários dias sem conseguir se alimentar em razão das lesões provocadas pela substância.

Segundo Regiane, além da melhora no estado de saúde, a menina tem conseguido conversar com a mãe e fornecer novos relatos que poderão contribuir para o andamento das investigações conduzidas pela Polícia Civil.

A pastora afirmou que a criança relatou ter sofrido agressões físicas enquanto vivia com o pai e a madrasta.

“Ela confirmou para a mãe que o pai mordia os dedos dela, tanto que existem cicatrizes, e que também dava murros na boca dela, causando ferimentos por dentro”, relatou.

Ainda conforme Regiane, a menina contou que vivia sob constantes situações de violência e controle, o que a impedia de ter uma convivência social normal. A criança também teria demonstrado preocupação com a responsabilização dos investigados.

“Ela pergunta o tempo todo se o pai e a madrasta já foram presos, porque sente que só vai conseguir contar tudo quando estiver segura”, afirmou a pastora.

Regiane disse ainda que a menina voltou a afirmar que não ingeriu a substância por vontade própria. Segundo o relato atribuído à criança, ela teria sido obrigada pela madrasta a ingerir um líquido que acreditava ser um remédio, mas que continha soda cáustica.

As informações divulgadas pela pastora correspondem a relatos atribuídos à vítima e ainda serão analisadas pela Polícia Civil no curso do inquérito. Até o momento, as autoridades não divulgaram conclusões sobre todos os fatos investigados.

O caso segue sendo apurado pela Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente Vítima (Decav), com acompanhamento do Ministério Público do Acre. A investigação busca esclarecer todas as circunstâncias do caso e apurar as responsabilidades dos envolvidos.

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