Rio Branco, 16 de julho de 2026.

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Acre segue com nível elevado de SRAG, e Rio Branco está entre as capitais com crescimento de casos, aponta InfoGripe

Entre os idosos, a influenza A segue como a principal responsável pelas mortes relacionadas à SRAG – Foto reprodução

O Acre continua entre os estados brasileiros que mantêm incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco, segundo a nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Embora o estado não apresente crescimento sustentado da doença no conjunto das últimas seis semanas, o cenário ainda inspira atenção devido ao elevado número de casos.

O levantamento, que analisa a Semana Epidemiológica 27 (de 5 a 11 de julho), mostra que o Acre integra o grupo de 17 unidades da Federação onde a SRAG permanece em níveis elevados, mas sem tendência de aumento no longo prazo. Nacionalmente, os pesquisadores identificam uma redução gradual das internações, impulsionada principalmente pela queda dos casos associados ao vírus sincicial respiratório (VSR) em crianças pequenas e da influenza A entre adultos e idosos.

Apesar desse comportamento mais favorável no estado como um todo, Rio Branco aparece em situação distinta. A capital acreana está entre apenas cinco capitais brasileiras que apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco acompanhada de sinal de crescimento na tendência de longo prazo. Também integram essa lista Aracaju (SE), Campo Grande (MS), Goiânia (GO) e Porto Alegre (RS).

O boletim destaca que o VSR — principal causa de bronquiolite em crianças de até 2 anos — continua sendo o vírus com maior impacto na incidência de SRAG nessa faixa etária em todo o país. Embora os casos estejam diminuindo na maior parte dos estados, os pesquisadores alertam que a circulação do vírus ainda permanece elevada em diversas regiões.

Entre os idosos, a influenza A segue como a principal responsável pelas mortes relacionadas à SRAG, mesmo com a redução observada nas hospitalizações. Já a mortalidade continua concentrada principalmente na população com 65 anos ou mais.

Diante desse cenário, a Fiocruz reforça a importância de manter a vacinação contra a gripe em dia e adotar medidas de prevenção, como higienizar frequentemente as mãos, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, permanecer em casa quando houver sintomas respiratórios e utilizar máscara caso seja necessário sair durante o período de doença.

Em 2026, o Brasil já registrou mais de 115 mil casos de SRAG. Entre os exames positivos para vírus respiratórios, o vírus sincicial respiratório responde por 40,2% das ocorrências no acumulado do ano e por 57,2% nas quatro semanas mais recentes, mantendo-se como o principal agente associado às hospitalizações por doenças respiratórias graves.

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