Moradores de comunidades rurais da região do Rio Intimari anunciaram para esta segunda-feira (24) uma manifestação para denunciar o que classificam como uma atuação truculenta durante uma operação realizada na área. As informações foram repassadas à reportagem pela moradora Renilda Nogueira, que relatou a destruição de casas, motocicletas, placas de energia solar e outros bens pertencentes às famílias da região.
Segundo Renilda, os episódios teriam ocorrido no Ramal do 5, mais conhecido como Ramal do Preguiça. No quilômetro 9, conforme o relato, uma residência e motocicletas teriam sido queimadas. Já nas proximidades do quilômetro 7, equipamentos utilizados pelos moradores, entre eles placas solares, também teriam sido destruídos durante a operação.
“Você conseguir um material desse custa caro, custa caríssimo, e eles não tiveram dó nem piedade de ninguém”, relatou a moradora. De acordo com Renilda, a situação tem provocado preocupação entre as famílias, que alegam estar enfrentando um momento difícil diante dos prejuízos registrados.
A moradora afirma ainda que a operação teria contado com o uso de helicóptero e contesta a situação fundiária apontada para justificar as ações. Segundo ela, as famílias atingidas sustentam que não estão dentro de área de reserva e pretendem buscar esclarecimentos sobre as medidas adotadas no local.
Diante da situação, moradores estão organizando uma manifestação na ponte sobre o Rio Intimari, prevista para esta segunda-feira (24). Segundo Renilda Nogueira, a mobilização deverá reunir moradores da região e prevê a interrupção da estrada como forma de chamar a atenção das autoridades para as denúncias e os prejuízos sofridos pelas famílias.
O acesso à região, conforme as informações repassadas pela moradora, ocorre a partir da Vila do V, seguindo pelo Ramal dos Paulistas. Renilda estima que a área fique a aproximadamente 80 quilômetros da vila em linha reta e informou que parte das comunidades envolvidas está localizada do lado amazonense do Rio Intimari.
As denúncias apresentadas nesta matéria são baseadas nos relatos de Renilda Nogueira e dos moradores da região. A reportagem mantém espaço aberto para que os órgãos responsáveis pela operação apresentem esclarecimentos sobre a ação, a situação fundiária da área e as circunstâncias envolvendo a suposta destruição dos bens.
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