
O Acre participa da 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, que ocorre em todo o Brasil a partir desta segunda-feira (24). Familiares de pessoas desaparecidas podem buscar o Departamento de Polícia Técnico Científica – Instituto de Análises Forenses, na Avenida Antônio da Rocha Viana, em Rio Branco, para fazer a coleta gratuita de DNA das 7h às 13h.
A mobilização encerra sexta-feira (28) e faz parte de uma força-tarefa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com participação dos estados e do Distrito Federal.
O procedimento é gratuito e deve ser realizado, preferencialmente, por familiares de primeiro grau na seguinte ordem:
Pai e mãe biológicos
Filhos biológicos
Irmãos biológicos; filhos do mesmo pai e mãe.
Para realizar a coleta de DNA, os parentes devem dirigir-se a um posto e apresentar um documento de identificação, bem como as informações do Boletim de Ocorrência do desaparecimento (número, estado de registro e delegacia). É recomendável, mas não obrigatório, levar uma cópia do boletim.
Quem já fez a doação em algum momento não precisa repetir o procedimento.
A coleta é feita por peritos oficiais com a passagem de um cotonete na parte interna da bochecha, sem necessidade de coleta de sangue
Os perfis genéticos dos familiares são cruzados com os bancos de DNA estaduais e nacional, o que amplia as possibilidades de identificação e localização.
Os familiares podem doar amostras a qualquer momento, independentemente do tempo que o parente esteja desaparecido. É necessário que um Boletim de Ocorrência tenha sido registrado, caso não esteja, a família pode procurar a delegacia mais próxima para registrá-lo.
Objetos pessoais que possam conter DNA da pessoa desaparecida pode ser apresentado para uma análise, como por exemplo escova de dente, aparelho de barbear, dente de leite e cordão umbilical.
A doação pode ser feita em qualquer ponto de coleta e não somente onde aconteceu o desaparecimento. Nestes casos, a situação deve ser comunicada aos profissionais. Se a pessoa tiver desaparecido em outro país, também é possível realizar a busca por meio da verificação em bancos de DNA internacionais.
Caso o familiar não possa comparecer a um dos pontos de coleta para realizar a doação, orienta-se entrar em contato com o posto mais próximo para que a equipe avalie como viabilizar o procedimento.
Se a pessoa desaparecida vier a ser identificada, será elaborado um laudo oficial de identificação, que será encaminhado à delegacia responsável pelo caso. A partir disso, a equipe policial entrará em contato diretamente com a família para informar e orientar sobre os próximos passos.







