
O desmatamento registrado no Acre pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Imazon, disparou em julho e reduziu significativamente a vantagem que o estado vinha acumulando ao longo do período de monitoramento. Foram 97 km² de áreas desmatadas no mês, contra 56 km² em julho de 2025, uma alta de 73%. Com o resultado, a redução acumulada, que até junho era de 27%, caiu para 12%.
O salto de julho ocorre depois de uma sequência de crescimento iniciada no fim do primeiro semestre. Em abril, o SAD havia detectado 2 km² de desmatamento no Acre. O número subiu para 8 km² em maio, chegou a 27 km² em junho e alcançou os 97 km² de julho. Em apenas dois meses, portanto, a área mensal detectada aumentou mais de três vezes.
A comparação com o mesmo mês do ano passado também mostra uma mudança no cenário. Enquanto o Acre havia registrado 56 km² em julho de 2025, o volume deste ano foi 41 km² maior. A alta de 73% ocorreu em um mês em que o desmatamento na Amazônia Legal também cresceu, mas em proporção menor: passou de 352 km² para 445 km², aumento de 26%.
Redução acumulada perde força
O impacto do resultado de julho fica mais evidente quando se observa o acumulado do ciclo do SAD. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o Acre acumulou 327 km² de desmatamento, contra 372 km² no período de agosto de 2024 a julho de 2025. A diferença representa uma redução de 12%.
Até junho, o estado acumulava 230 km² no ciclo atual, contra 316 km² no período equivalente anterior, uma redução de 27%. Os 97 km² registrados apenas em julho fizeram a diferença entre os dois períodos cair de 86 km² para 45 km².
O resultado coloca o Acre diante de um cenário de atenção no início do período mais seco do ano. Os números mostram que a redução acumulada ainda existe, mas foi fortemente comprimida pela aceleração registrada nos últimos meses.
Além do aumento da área desmatada, o Acre ganhou peso no cenário regional. Em julho, o estado respondeu por 22% do desmatamento detectado em toda a Amazônia Legal, ficando atrás apenas do Pará, com 30%, e do Amazonas, com 26%. Em junho, a participação acreana havia sido de 9%.







