
O candidato ao Governo do Acre, Thor Dantas, criticou o modelo de gestão adotado no Estado nos últimos oito anos e afirmou que o período foi marcado por falta de planejamento, baixa capacidade de execução e desperdício de recursos. As declarações foram feitas nesta quinta-feira (3), durante entrevista ao programa Central de Política, da TV Gazeta.
Segundo Thor, a falta de planejamento impede que recursos disponíveis sejam transformados em obras e serviços para a população. Para ele, o estado precisa ter um banco de projetos que possam ser executados a medida que cheguem os recursos públicos.
“O projeto tem que estar pronto. Um governo organizado, ele vai fazer o projeto na hora em que precisa. Esse projeto já está pronto, pré-aprovado, com as licenças, com o orçamento tudo pronto. Isso é o que precisa ser feito para que a gente pare de devolver o dinheiro”, destacou Thor Dantas.
Como alternativa, o candidato defendeu um novo modelo de administração baseado em planejamento, acompanhamento de metas e participação de especialistas. A proposta prevê a criação de um comitê estratégico de governo, que teria a função de acompanhar as ações das secretarias, avaliar resultados e propor mudanças quando necessário.
“Esse comitê de governo é justamente a forma de você reunir um grupo de especialistas que entendem profundamente cada um da sua área e possa ter um plano e a gente siga”, explicou o candidato.
De acordo com o Thor, o governo seria sustentado por uma agenda estratégica de mandato, com metas, indicadores, responsáveis e prazos definidos. Ele também afirmou que o planejamento estabeleceria objetivos para os primeiros 100 dias de gestão.
“Que tenha metas, indicadores, e que tenham responsáveis pelos alcances dessas metas e prazos para elas serem executadas”, explicou o candidato”, pontuou.
Na avaliação do candidato, a ausência desse planejamento contribui para a paralisação ou não realização de obras e para a baixa execução dos recursos disponíveis. Thor afirmou que, segundo os dados que apresentou durante a entrevista, apenas 33% dos recursos públicos teriam sido executados nos últimos oito anos pela gestão estadual.
“Isso é triste, isso é estrada que não sai, é escola que não sai, isso é ramal, isso é o que está fazendo a gente ir pro fundo pela sua falta de capacidade do governo”, declarou.
Thor também classificou o governo atual como uma grande decepção, e afirmou que o momento exige mudança no comando do Estado.
“Um governo que decepcionou todos nós, porque todos nós acreditamos, todos nós demos a oportunidade para o governo acertar e, político assim, a gente dá a chance para o político. Se ele acerta, a gente mantém ele, se ele não acerta, a gente muda”, finalizou.







