Rio Branco, 9 de setembro de 2026.

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Mãe e padrasto têm prisão preventiva decretada após morte de criança de 3 anos no Acre

Casal é investigado por morte de criança em Porto Acre – Foto cedida

Uma jovem de 18 anos e um homem de 23 anos tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia após a morte de uma criança de três anos, em Porto Acre. Os dois, mãe e padrasto da vítima, são investigados pelas circunstâncias que envolveram o óbito.

A conversão da prisão foi solicitada pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cível de Porto Acre, e aceita pela Justiça. O pedido foi apresentado pelo promotor Flávio Bussab Della Líbera.

Conforme as informações reunidas no caso, a criança foi levada pelo casal até uma unidade hospitalar do município, mas já chegou sem vida. Durante o atendimento foram constatados hematomas e outras lesões em diferentes partes do corpo.

O boletim de ocorrência também aponta a existência de ferimentos anteriores, entre eles uma queimadura no pé e uma lesão nas costas. Segundo as informações apresentadas pelo MPAC, esses machucados não teriam recebido acompanhamento médico adequado.

As circunstâncias relatadas pelos investigados também passaram a ser analisadas. O Ministério Público identificou divergências nas versões apresentadas sobre uma suposta queda de escada, incluindo diferenças na descrição do local e na maneira como o acidente teria acontecido.

Outro aspecto considerado foi o intervalo entre o momento do suposto acidente e a procura por atendimento. Segundo o MPAC, teriam transcorrido mais de quatro horas até que a criança fosse levada ao hospital.

Há ainda registro anterior de uma denúncia de supostos maus-tratos encaminhada ao Conselho Tutelar envolvendo o padrasto. O caso deverá ser aprofundado durante a investigação para esclarecer se há relação com a morte da criança.

“Para o Ministério Público, o conjunto de informações já reunidas aponta para a necessidade de aprofundamento das investigações sobre as circunstâncias da morte e a eventual responsabilidade dos dois investigados, que exerciam a guarda de fato da criança”, afirmou o promotor.

A situação de uma segunda criança que vivia na residência também entrou na análise das autoridades. Trata-se de uma bebê de aproximadamente dois meses, filha do casal, cuja proteção deverá receber acompanhamento dos órgãos responsáveis.

Com a prisão preventiva decretada, as investigações prosseguem. Vizinhos, integrantes do Conselho Tutelar e outras pessoas que possam fornecer informações sobre a rotina da família e o histórico da vítima deverão ser ouvidos para auxiliar no esclarecimento do caso.

Com informações do MPAC

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