
Embora ocupe a 1ª posição nacional no indicador de Transparência das Ações de Combate ao Desmatamento na edição 2026 do Ranking de Competitividade dos Estados, o Acre apresenta um contraste importante: aparece apenas na 25ª colocação entre as 27 unidades da Federação no pilar de Sustentabilidade Ambiental.
O resultado mostra que a boa posição em transparência não se traduz, isoladamente, em uma colocação elevada no conjunto dos indicadores ambientais. Segundo o relatório do Centro de Liderança Pública (CLP), o pilar de Sustentabilidade Ambiental reúne dados sobre emissões de gases poluentes, desmatamento, resíduos, esgoto e recursos hídricos, entre outros aspectos.
Na edição deste ano, o indicador de transparência considera justamente a transparência das ações do poder público estadual no combate ao desmatamento, com dados de 2025 produzidos a partir do MapBiomas.
O desempenho do Acre, porém, é bastante diferente quando se observa o conjunto do pilar. Com a 25ª colocação, o estado fica à frente apenas de Pará e Maranhão. A nota do pilar é formada por indicadores como emissões de CO₂, serviços urbanos, destinação inadequada do lixo, tratamento de esgoto, perdas de água, reciclagem, coleta seletiva, desmatamento, variação do desmatamento, recuperação de áreas degradadas, área protegida e vegetação nativa nos imóveis rurais.
Outro ponto importante é que vários desses indicadores receberam dados novos na edição de 2026. Foram atualizados, entre outros, os dados de emissões de CO₂, saneamento, resíduos, desmatamento, variação do desmatamento, recuperação de áreas degradadas e transparência das ações de combate ao desmatamento.
O próprio CLP atribui 10,4% de peso à Sustentabilidade Ambiental no ranking geral e destaca que os indicadores com maior peso dentro do pilar são desmatamento, emissões de CO₂, perdas de água, serviços urbanos e variação do desmatamento.
Assim, o dado mais singular do Acre nesta edição está no contraste, uma vez que o estado lidera justamente no indicador que mede a transparência das ações contra o desmatamento, mas permanece entre os últimos quando a avaliação considera a sustentabilidade ambiental de forma abrangente. O ranking 2026 está disponível oficialmente no CLP, com relatório técnico e base de dados.








