Rio Branco, 10 de setembro de 2026.

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44 pessoas são denunciadas por envolvimento com organização criminosa

Acusados são denunciados por associação ao tráfico e atuação em facção criminosa – Foto cedida

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) divulga nessa quinta-feira (09), que ofereceu denúncia contra 44 pessoas investigadas por envolvimento com organização criminosa e associação para o tráfico de drogas, no desdobramento das investigações que resultaram na Operação Colapso, deflagrada em 24 de agosto.

A denúncia foi apresentada à Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Rio Branco e tem como base elementos reunidos durante investigação iniciada a partir da análise de aparelhos celulares apreendidos em operações anteriores. Segundo o Gaeco, os dados extraídos permitiram identificar informações relacionadas à atuação de integrantes da organização criminosa e a pontos de venda de drogas.

Durante a investigação, o Gaeco identificou uma relação com 297 pontos de venda de drogas, contendo alcunhas de responsáveis e valores de mensalidades atribuídas aos locais. As informações foram cruzadas com dados obtidos a partir de outros aparelhos celulares apreendidos e submetidos à perícia.

Foram apreendidos aproximadamente R$ 15 mil, cerca de 50 munições, drogas, um veículo e outros materiais – Foto cedida

Com base nos elementos reunidos, o MPAC requereu medidas cautelares que resultaram na Operação Colapso, realizada em conjunto com a Polícia Militar do Estado do Acre. Na ocasião, foram cumpridos 75 mandados judiciais, sendo 44 de prisão preventiva e 31 de busca e apreensão, em municípios acreanos e em Goiânia (GO). Também foram apreendidos aproximadamente R$ 15 mil, cerca de 50 munições, drogas, um veículo e outros materiais.

A denúncia aponta que os acusados teriam exercido diferentes funções dentro da estrutura criminosa, com imputações relacionadas à integração em organização criminosa e à associação para o tráfico de drogas. Em alguns casos, também foram atribuídos crimes como tráfico de drogas e posse ilegal de munição. A acusação considera ainda causas de aumento previstas na legislação, relacionadas ao emprego de armas de fogo, à participação de crianças e adolescentes e à conexão com outras organizações criminosas.

Entre os denunciados, 17 não foram localizados durante o cumprimento das medidas cautelares e são considerados foragidos. O MPAC requereu o desmembramento do processo em relação a essas pessoas, com a formação de autos próprios. A medida busca evitar que a não localização dos acusados atrase o andamento do processo em relação aos demais, mantendo o compartilhamento dos elementos de prova comuns.

A denúncia informa ainda que bens, aparelhos eletrônicos, substâncias e outros materiais apreendidos foram encaminhados para exames periciais. Parte das análises ainda está em andamento, e os respectivos laudos serão juntados aos autos após a conclusão.

O MPAC requereu o recebimento da denúncia, o prosseguimento da ação penal e a autorização para compartilhamento das provas com os grupos especializados e as polícias Civil, Militar e Federal, considerando a relação dos elementos reunidos com outras investigações sobre crime organizado.

Com informações do Ministério Público do Estado do Acre

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