
O Acre se aproxima da marca de mil focos de calor registrados em 2026 após uma nova aceleração das queimadas em setembro. Dados atualizados do BD Queimadas apontam 999 ocorrências entre janeiro e 17 de setembro, sendo 415 somente neste mês.
A marca está a apenas um foco de ser alcançada. O acumulado de setembro corresponde a 85,2% dos 487 focos registrados durante todo o mês de agosto, que até então concentrava a maior parte das ocorrências do ano.
O mês também produziu o maior pico diário de 2026. Em 10 de setembro, foram detectados 134 focos de calor no estado, superando os 125 registrados em 28 de agosto e os 123 de 30 de agosto.
A sequência de agosto e setembro mudou completamente o perfil das queimadas no Acre neste ano. Até o fim de julho, o estado havia registrado apenas 97 focos. Desde o início de agosto, foram identificadas 902 ocorrências, equivalentes a 90,3% de todos os focos contabilizados até agora.
Agosto terminou com 487 focos e setembro, ainda na primeira metade do mês, já soma 415. A média diária de setembro até o dia 17 é de aproximadamente 24 focos.
Além do recorde de 10 de setembro, outros dias apresentaram volumes elevados no início do mês, como 2 de setembro, com 76 focos; 4 de setembro, com 43; e 5 de setembro, com 50.
Feijó lidera o acumulado estadual, com 287 focos, seguido por Tarauacá, com 158. Juntos, os dois municípios somam 445 ocorrências, ou 44,5% do total registrado no Acre.
Em setembro, Feijó contabiliza 106 focos e Tarauacá, 67. Os dois respondem por 41,7% das ocorrências do Estado no mês. Rio Branco aparece com 41 focos em setembro, seguido por Sena Madureira, com 38, e Manoel Urbano, com 36.
O levantamento também registra ocorrências associadas a períodos de vários dias sem chuva e a índices elevados de Risco de Fogo. Dos registros disponíveis, 376 focos ocorreram após pelo menos cinco dias sem chuva, enquanto 38 foram detectados depois de dez dias ou mais sem precipitação. O Risco de Fogo chegou a 1,0, índice máximo da escala utilizada no monitoramento.








