
A Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, foi a segunda unidade de conservação com maior área desmatada em toda a Amazônia Legal em agosto de 2026, segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). A unidade registrou 9 km² de desmatamento no mês, ficando atrás apenas da Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, no Pará, que teve 11 km².
O ranking divulgado no boletim mostra ainda a presença de outras duas unidades de conservação do Acre entre as dez com maiores áreas desmatadas no período. A Floresta Estadual do Rio Gregório registrou 2 km², enquanto a Reserva Extrativista Alto Juruá teve 1 km² de desmatamento.
A Resex Chico Mendes representa, sozinha, 75% do desmatamento identificado pelo SAD nas três unidades de conservação do Acre que aparecem no ranking.
O levantamento também inclui unidades localizadas no Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso.
Desmatamento no Acre cresceu em agosto
O resultado das unidades de conservação ocorre em um mês em que o Acre registrou 113 km² de desmatamento, segundo o SAD. O volume foi 11% maior que os 102 km² identificados em agosto de 2025.
Na Amazônia Legal, o sistema detectou 463 km² de desmatamento em agosto, e o Acre respondeu por aproximadamente 24% desse total. O boletim também aponta, entretanto, um comportamento diferente para a degradação florestal. No Acre, esse indicador caiu de 81 km² em agosto de 2025 para 12 km² em agosto deste ano, uma redução de 85%.








