Rio Branco, 30 de setembro de 2026.

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7º Leilão Direito de Viver de Xapuri superou pela primeira vez a marca de R$ 1 milhão

A solidariedade dos moradores de Xapuri e de pessoas que participam da mobilização em favor do Hospital de Amor alcançou um novo patamar. O 7º Leilão Direito de Viver de Xapuri, realizado no último sábado (26), superou pela primeira vez a marca de R$ 1 milhão, consolidando a campanha como uma das principais ações beneficentes realizadas no município em apoio à instituição que atua na prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação de pacientes com câncer.

De acordo com a totalização divulgada pela organização, as compras dos lotes chegaram a R$ 1.009.742. Somados eventos, pré-lances, cotas recebidas e outras receitas contabilizadas, o total provisório alcançou R$ 1.010.692. O valor ainda pode sofrer alterações, já que existem lotes em aberto e outros procedimentos de fechamento do leilão.

Gado costuma proporcionar a maior quantia arrecadada durante o leilão – Foto cedida

Tradicionalmente, o gado é o carro-chefe das doações e dos arremates realizados no Direito de Viver de Xapuri. Animais doados por produtores e criadores costumam representar uma parcela significativa dos recursos arrecadados. Mas a edição deste ano também mostrou que a campanha vai muito além dos grandes lotes e que cada contribuição pode ganhar importância quando incorporada a uma grande mobilização coletiva.

Um dos exemplos mais simbólicos foi uma imagem de Nossa Senhora Aparecida confeccionada em crochê por uma jovem chamada Evelin e acondicionada em uma proteção de madeira. O trabalho artesanal, que poderia parecer um item de menor valor diante dos lotes de animais e outros bens tradicionalmente ofertados no leilão, acabou sendo arrematado por R$ 25 mil.

Peça de crochê foi arrematada por R$ 25 mil – Foto cedida

O valor alcançado pela peça se transformou em um dos destaques da edição e reforçou uma característica essencial do Direito de Viver: não existe doação pequena quando o objetivo é contribuir para uma causa coletiva. O resultado obtido pela imagem demonstra que o valor de um item não está apenas no seu preço de mercado, mas também no significado que ele carrega e na disposição de quem participa da campanha em contribuir.

Mais de 20 mil acreanos atendidos

A importância da mobilização pode ser dimensionada pelos números do próprio Hospital de Amor no Acre. Em 2025, 20.322 pessoas de 22 municípios acreanos foram atendidas pela instituição em serviços de prevenção, tratamento ou reabilitação. Ao todo, foram registrados 63.114 atendimentos.

Rio Branco concentrou a maior parte desse movimento, com 13.546 pessoas atendidas e 41.926 atendimentos. Mas os dados mostram que a atuação alcança diferentes regiões do estado.

Em Xapuri, por exemplo, 210 pessoas foram atendidas em 2025, totalizando 861 atendimentos. Tarauacá teve 797 pessoas atendidas; Feijó, 840; Sena Madureira, 707; Porto Acre, 646; e Senador Guiomard, 859.

A estrutura do Hospital de Amor também apresenta uma dimensão nacional. Os dados divulgados pela instituição apontam mais de 2 milhões de atendimentos entre consultas, procedimentos e exames, além de 21.674 novos casos de câncer diagnosticados, 107.750 tratamentos quimioterápicos, 20.926 procedimentos cirúrgicos e 5.355 tratamentos com radioterapia.

No Acre, a instituição mantém um centro de quimioterapia em Rio Branco, que atualmente atende cerca de 300 pessoas. A estrutura regional inclui ainda serviços disponibilizados em Porto Velho, como cirurgia robótica e um centro de reabilitação voltado a pacientes oncológicos e não oncológicos.

Mobilização que ultrapassa os grandes lotes

O recorde alcançado pelo 7º Leilão Direito de Viver ganha significado justamente pela diversidade das contribuições que ajudaram a construir o resultado. De um lado, estão os animais e outros bens de maior valor; de outro, objetos produzidos artesanalmente, como a imagem de Nossa Senhora Aparecida, cuja arrematação por R$ 25 mil mostrou a força que uma única doação pode alcançar quando existe disposição coletiva para contribuir.

Assim, mais do que ultrapassar a barreira de R$ 1 milhão, a edição de 2026 deixa uma mensagem que está na própria essência da campanha: o tamanho da doação importa menos do que a disposição de ajudar.

Para a organização, o resultado é fruto da participação dos doadores, arrematantes, voluntários e de toda a comunidade envolvida na realização do leilão. Os recursos arrecadados são destinados à manutenção das ações do Hospital de Amor e à continuidade dos atendimentos oferecidos aos pacientes.

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