
O mês de setembro chegou ao fim no Acre com o registro de 877 focos de calor, segundo o Banco de Dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O número representa uma alta de 80% em relação a agosto, quando foram registradas 487 ocorrências. Setembro também passou a ser, com ampla diferença, o mês com maior número de focos no estado em 2026.
Os dados do fechamento mensal mostram que a aceleração observada ao longo de setembro foi ainda maior do que indicava o balanço divulgado até o dia 25, quando o Acre acumulava 771 focos. Nos cinco últimos dias do mês, foram acrescentadas 106 novas detecções.
Com o resultado de setembro, o Acre chegou a 1.461 focos de calor entre janeiro e setembro de 2026. Assim, o último mês respondeu por 60% de todas as ocorrências registradas no estado ao longo do ano.
A diferença em relação aos meses anteriores é expressiva. Depois de registros muito baixos no primeiro semestre, a série começou a subir em julho, com 56 focos, saltou para 487 em agosto e atingiu 877 em setembro.
Feijó e Tarauacá concentram ocorrências
A distribuição municipal reforça a concentração das queimadas em algumas regiões do estado. Feijó liderou o número de focos em setembro, com 165 ocorrências, seguido por Tarauacá, com 153.
Na sequência aparecem Rio Branco, com 84 focos; Sena Madureira, com 72; Manoel Urbano, com 53; e Cruzeiro do Sul, com 47. Somados, Feijó e Tarauacá tiveram 318 focos em setembro, o equivalente a 36,3% de todas as ocorrências registradas no Acre durante o mês.
No acumulado de janeiro a setembro, Feijó também permanece na liderança estadual, com 346 focos, seguido por Tarauacá, com 244. Os dois municípios somam 590 ocorrências, correspondentes a 40,4% do total registrado no estado em 2026.
O fechamento confirma a mudança de patamar observada no período de estiagem. Dos 1.461 focos registrados no Acre entre janeiro e setembro, 1.364 ocorreram apenas em agosto e setembro, o equivalente a 93,4% do total.








