
O mês de setembro concentrou a maior parte das apreensões de drogas realizadas pelo Grupo Especial de Operações em Fronteira (GEFRON) no Acre em 2026. Segundo o relatório de atividades do órgão, 4.169,18 quilos de entorpecentes foram apreendidos somente no mês, o equivalente a 65,8% de todo o volume registrado entre janeiro e setembro.
No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o GEFRON contabilizou 6.339,55 quilos de drogas apreendidas. Os números fazem parte do Relatório de Atividade nº 40/2026, elaborado com dados consolidados até 30 de setembro.
A concentração das apreensões em setembro chama atenção. Considerando o total acumulado, aproximadamente 2,17 toneladas de entorpecentes haviam sido apreendidas pelo GEFRON entre janeiro e agosto. Em apenas um mês, o volume registrado foi praticamente o dobro daquele acumulado nos oito meses anteriores.
Essa concentração, no entanto, não significa que as operações responsáveis pelas grandes apreensões tenham sido iniciadas em setembro. Segundo o coordenador-geral do GEFRON, coronel Assis Martins dos Santos, parte dos resultados contabilizados no mês é consequência de monitoramentos, levantamentos e compartilhamento de informações realizados ao longo de semanas anteriores.
De acordo com o comandante, algumas ações tiveram duração de 26, 28 e até 34 dias, atravessando diferentes meses até chegar à apreensão efetiva. Dessa forma, setembro acabou reunindo resultados de trabalhos que já vinham sendo desenvolvidos anteriormente.
“Muitos monitoramentos, muitos trabalhos que estavam sendo feitos de compartilhamento de informações foram concretizados em setembro, mas começaram bem antes”, explicou.
O coordenador-geral acrescentou que o resultado faz parte de uma estratégia contínua de atuação nas regiões de fronteira. Segundo ele, o GEFRON vem registrando sucessivos aumentos nos resultados mensais, com setembro superando agosto e agosto, por sua vez, superando julho.
“É um trabalho continuado que está sendo feito, e a ideia é essa. Todos os meses nós estamos batendo os recordes. Em setembro batemos o recorde de agosto, de agosto batemos o recorde de julho, e assim está sendo feito, dessa forma, uma contínua evolução”, afirmou.
Prejuízo estimado ao crime passa de R$ 74 milhões
O mesmo comportamento aparece no indicador utilizado pelo GEFRON para medir a descapitalização ou prejuízo estimado ao crime. Entre janeiro e setembro, o órgão calcula em R$ 74,618 milhões o valor dos bens, drogas, dinheiro e outros materiais retirados das atividades criminosas durante as operações. Desse montante, R$ 48,011 milhões foram contabilizados somente em setembro, correspondendo a aproximadamente 64,3% do total acumulado no ano.
O relatório ressalta que esse valor é uma estimativa utilizada para dimensionar o impacto econômico das apreensões e não corresponde necessariamente a dinheiro apreendido em espécie.
296 operações realizadas
O balanço mostra ainda a dimensão da atuação do GEFRON ao longo dos nove primeiros meses de 2026. Foram realizadas 296 operações, que resultaram em 110 ocorrências gerais, sendo 30 relacionadas ao tráfico de drogas e outras 30 a crimes de descaminho. Também foram cumpridos 28 mandados de prisão.
No período, o órgão contabilizou ainda 40 veículos apreendidos ou recuperados, 10 armas de fogo e 43 munições apreendidas, além de 101 conduções/prisões.
Nas ações contra o contrabando e o descaminho, foram apreendidos 34.040 maços de cigarros e 55.380 unidades de desodorante.
O relatório destaca ainda que a atuação do GEFRON ocorre de forma integrada com órgãos estaduais e federais, entre eles Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Exército, Marinha, ICMBio, Ibama, Polícia Civil, Polícia Militar, Iapen e Corpo de Bombeiros.








