
O cacau nativo do Acre, produzido na região do Juruá, conquistou um reconhecimento internacional ao ter a comunidade Juruá-Novo Horizonte incluída pelo Heirloom Cacao Preservation Fund (HCP) na lista de produtores de “Cacau de Herança”, uma iniciativa que reconhece a importância cultural da produção e identifica as variedades consideradas de sabor especial.
Durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), nesta quarta-feira, 07, o deputado estadual Luís Tchê usou a tribuna para celebrar essa conquista e destacar o potencial dessa cadeia produtiva no estado, que, apesar de ainda pouco explorada, vem ganhando espaço.
“O Acre é uma das 10 referências no mundo do cacau. Nós temos um diamante, temos um ouro na nossa floresta que não está sendo aproveitado, mas já estamos mudando essa realidade,” declarou o parlamentar.
A avaliação foi feita durante o Northwest Chocolate Festival, realizado nos Estados Unidos, e a escolha passou pela análise de nove especialistas de países como Estados Unidos, França, Inglaterra e Suíça. Em discurso, Luís Tchê defendeu que esse reconhecimento se destacou por ser completamente inovador, pois além de ser a primeira vez que uma indústria brasileira é selecionada, a escolha inova ao premiar uma comunidade produtora, em vez de se limitar a uma única propriedade rural. “É uma conquista inédita nesses dois aspectos, e eu acredito que a gente pode ser protagonista de muita coisa,” disse.
O manejo dessa produção de cacau no estado fica sob responsabilidade da família Andriola, liderado diretamente pelos irmãos Osmir e Aires, e sua colheita abastece a Luisa Abram Chocolates, uma empresa paulistana reconhecida por utilizar a matéria-prima de diversos estados do país.
Ao destacar que o quilo do cacau nativo chega a ser comercializado a R$75, o parlamentar ressaltou que esse produto tem capacidade para impulsionar a economia regional. “Tenho certeza de que nosso caminho está traçado, vemos resultados, geração de emprego e renda, e com certeza absoluta vai mudar a economia do nosso estado em pouco tempo,” afirmou.
Ao final do seu discurso, Luís Tchê defendeu a importância de investir em iniciativas como a Rota do Cacau, e anunciou ainda que pretende instalar uma vitrine tecnológica da cacauicultura em parceria com a Universidade Federal do Acre (Ufac). “Com uma vitrine tecnológica, você traz o produtor para visitar, para fazer uma capacitação, e isso é muito mais fácil,” concluiu.







