Rio Branco, 10 de outubro de 2026.

1200X250

Queimadas mantêm alerta sobre a qualidade do ar no Acre, aponta relatório da Ufac

Acre deve ter um prolongamento do período de estiagem este ano – Foto cedida

A qualidade do ar continua sendo um ponto de atenção no Acre durante a temporada de queimadas. Relatório do Projeto Acre Queimadas, desenvolvido no âmbito da Universidade Federal do Acre (Ufac), informa que agosto e os primeiros dias de setembro apresentaram concentrações de material particulado fora das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O documento também alerta para a possibilidade de prolongamento das condições climáticas favoráveis à propagação do fogo nos próximos meses.

Os dados mais recentes disponíveis na plataforma da Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar do Acre, consultados em 8 de outubro, indicavam concentração média apresentada de 11 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de partículas finas PM2,5. Apesar de a média estar abaixo da referência diária de 15 µg/m³ recomendada pela OMS, alguns municípios apresentavam valores superiores a esse parâmetro.

Bujari e Porto Acre registravam 18 µg/m³, enquanto Rio Branco apresentava 17 µg/m³. Acrelândia e Epitaciolândia tinham 14 µg/m³. Entre os demais municípios exibidos na consulta, os valores eram inferiores à referência diária.

O alerta sobre a qualidade do ar faz parte do mesmo boletim, divulgado nesta sexta-feira (9), em que foram identificados 86.304 hectares de cicatrizes de queimadas entre 1º de janeiro e 5 de outubro de 2026.

Feijó concentra a maior parcela da área mapeada, com 21,5% do total, seguido por Tarauacá, com 15,5%; Sena Madureira, com 10,7%; Rio Branco, com 10%; e Cruzeiro do Sul, com 6,7%.

Os números representam o retrato apresentado pela plataforma na data consultada. A confirmação de ultrapassagem formal da referência diária depende da verificação do período de cálculo utilizado para cada registro.

O PM2,5 corresponde a partículas finas com diâmetro de até 2,5 micrômetros, capazes de permanecer suspensas no ar e penetrar profundamente no sistema respiratório. A exposição a esse poluente está associada a riscos à saúde, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.

Durante a temporada de queimadas, a fumaça produzida pela combustão da vegetação pode elevar a concentração dessas partículas. Entretanto, a identificação da contribuição específica do fogo para cada registro exige a análise conjunta dos dados de poluição, das condições meteorológicas e das fontes emissoras existentes em cada localidade.

A plataforma da Ufac reúne uma série histórica diária de PM2,5 por município desde 2019. Os gráficos apresentados permitem observar episódios de aumento expressivo da concentração ao longo dos anos, embora os registros isolados não sejam suficientes para determinar a origem de todos os picos.

Compartilhe em suas redes

» Mais Lidas

1
Vai parar
Greve dos médicos no Acre começa nesta sexta; Saiba o que funcion...
3
Como ajudar meu filho a falar? Dicas para estimular a linguagem d...
4
Empreendedores podem participar de feiras em Rio Branco; Saiba co...
5
Pedro Pascoal diz que greve dos médicos coloca vidas em risco
6
Talento do Acre
“Comecei a lutar porque sofria bullying”; Conheça o pugilista de ...
23.2 - DIGITAL ADAPTACAO - PMRB CRAS - 300X250 (GIF)

» Notícias Relacionadas

banner daniel