A família de Diemerson de Souza Ângelo, que morreu após sofrer um acidente de motocicleta em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, está cobrando explicações sobre a assistência médica recebida pelo paciente no Hospital do Juruá. Os parentes alegam que houve demora na adoção de medidas diante do agravamento do quadro clínico e levantam dúvidas sobre os procedimentos utilizados para confirmar a morte.
A denúncia foi feita pela irmã da vítima, por meio de um vídeo publicado nas redes sociais. Emocionada, ela relatou que o irmão sofreu o acidente no domingo, 4 de outubro, e permaneceu internado até a terça-feira (6), quando a família recebeu a notícia do falecimento.
Segundo a familiar, Diemerson chegou consciente à unidade hospitalar, mas apresentava fortes dores em decorrência de uma lesão na cabeça identificada por tomografia. Apesar das queixas, teria aguardado por horas até receber uma avaliação especializada.
A mulher afirma que o irmão apresentou episódios de vômito e passou a noite sob observação. No dia seguinte, os médicos teriam identificado um edema cerebral, condição caracterizada pelo acúmulo de líquido e inchaço no cérebro.
Conforme o relato, a equipe responsável decidiu não realizar uma intervenção cirúrgica naquele momento. A possibilidade de um procedimento seria considerada caso houvesse piora do quadro.
Entretanto, a irmã afirma que o estado de saúde de Diemerson se agravou e que ele passou a apresentar dificuldades para responder aos familiares. Ela também questiona por que o motociclista não foi encaminhado para um leito de terapia intensiva.
A morte foi comunicada à família na manhã de terça-feira (6). Após a liberação do corpo pelo Instituto Médico Legal (IML), os parentes deram início aos preparativos para o sepultamento.
Foi durante o velório que ocorreu o episódio que ampliou as suspeitas da família. Os presentes afirmam ter percebido movimentos que associaram a possíveis batimentos cardíacos, mesmo depois da declaração de óbito.
Diante da situação, a polícia foi acionada, e o corpo acabou sendo levado para uma unidade hospitalar em Guajará, no Amazonas.
A irmã conta que, durante a avaliação, um médico teria identificado sinais interpretados como atividade cardíaca, solicitado um eletrocardiograma e considerado a possibilidade de encaminhar Diemerson novamente ao Hospital do Juruá.
No entanto, a transferência não aconteceu. De acordo com a familiar, após uma conversa telefônica com um profissional da unidade de Cruzeiro do Sul, o médico informou que a morte estava confirmada.
A família afirma não compreender o motivo da mudança de avaliação e quer acesso às informações sobre os procedimentos realizados nos dois hospitais.
O relato sobre a possível presença de batimentos cardíacos ainda não foi confirmado por documentos médicos ou por manifestação oficial dos profissionais envolvidos. Dessa forma, não é possível afirmar que Diemerson estivesse vivo durante o velório.
Em seu pronunciamento, a irmã fez duras críticas à assistência recebida pelo motociclista e disse acreditar que a morte poderia ter sido evitada.
“A família quer justiça e a gente vai conseguir. A gente vai lutar pela vida do Diemerson”, afirmou.
Os familiares também querem esclarecimentos sobre a evolução da lesão cerebral, o acompanhamento durante a internação e os motivos das decisões médicas adotadas.
Veja o vídeo:







