
O novo espetáculo “Amazoré Parte I: Filhos da Mata” é a primeira parte de uma trilogia de espetáculos que vem sendo criado por Dheyvison Bruno, diretor da Cia Fluxo de Artes. O espetáculo será apresentado nos dias 17 e 18 de outubro, às 19:15, na Usina de Arte, unindo dança, música e teatro e possui inspirações na cultura indígena, de conexão com a natureza e energias em giras de umbanda.
Segundo Dheyvison, Amazoré propõe uma reflexão sobre aquilo que herdamos, devemos preservar e o que deixaremos para as próximas gerações.
“Ao mesmo tempo que o espetáculo fala sobre conexão com a natureza ele também expõe sobre a crueldade humana, a ganância e a desconexão com a sua essência. As pessoas esquecem que a Terra não nos pertence. Nós pertencemos a ela” declara Dheyvison.
Sinopse
Em meio à floresta, Teresa, uma jovem estudante, inicia uma jornada que transforma sua maneira de enxergar a natureza, a ancestralidade e o próprio lugar no mundo. Guiada pelas histórias de Zé e de sua avó, Conceição, ela descobre que a floresta guarda memórias, forças e uma voz que há muito tempo pede para ser ouvida.
Entre o real e o ancestral, antigas forças da mata começam a despertar. Sinais de que algo está fora de equilíbrio atravessam a floresta e conduzem Teresa a um universo onde memória, tradição e mistério se entrelaçam.
Ingressos
O espetáculo já vendeu mais e 200 ingressos antecipados pela plataforma UTicket ( https://uticket.com.br/me/events ) e através do próprio Instagram da Cia (@fluxociadeartes). Os ingressos estarão sendo vendidos de forma limitada na bilheteria do evento nos dias de apresentações por R$25 meia entrada e R$50 inteira.
A história contada em Filhos da Mata, faz parte de uma trilogia que será apresentada ao decorrer de três anos, com personagens e histórias diferentes que formam a história completa de Amazoré. Segundo o diretor do espetáculo e escritor do projeto, Amazoré é muito mais do que criticar o comportamento humano perante a floresta e os recursos naturais.
“A primeira parte desse projeto é só uma pequena ponta de algo muito maior que está sendo criado. “Filhos da Mata” não é um espetáculo religioso por ter inspirações na umbanda, mas é um projeto que conversa muito sobre a fé humana e ensinamentos herdados através de gerações.” Explica Dheyvison.
O espetáculo surgiu em meio as crises climáticas, ao desmatamento e principalmente as queimadas que assolam o Estado de maneiras alarmantes. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Acre registra salto de 80% nos focos de queimadas em setembro de 2026, que afetam diretamente a saúde da população com a poluição do ar.
“As pessoas esquecem que a queimada do lado de fora é a fumaça dentro de casa, assim como o jogar lixo na rua ou desmatar a floresta só nos traz consequências ruins a nós mesmos.” relata Dheyvison.
Ao tratar de assuntos tão pertinentes e desafiadores o elenco está ensaiando desde março de 2026 e vem se preparando para os desafios desse novo projeto. Segundo Karoline Garcia, participante do projeto, a Fluxo se aprofundou durante meses em pesquisas, testes e experiências diversificadas no processo de criação do espetáculo.
“Assim, algumas coreografias, mesmo depois de ensaiadas diversas vezes, foram descartadas e iniciadas do zero, trilhas sonoras e cenas foram alteradas várias vezes. Mas afirmo que, apesar dos desafios para desenvolver esse projeto, estou muito orgulhosa dos resultados e muito ansiosa para que o público se emocione com a gente nesse espetáculo.” Afirma Karoline Garcia.
As expectativas desse novo projeto para Monteiro co-diretor e preparador de elenco, é que toque o público de forma reflexiva sobre as raízes acreanas, ancestralidade e a relação com a terra.
“Também desejo que o espetáculo provoque um olhar mais sensível para a natureza e para a importância de cuidarmos daquilo que nos mantém vivos.” relata Monteiro.
Apoio
O espetáculo conta com o apoio da Fundação de Cultura Elias Mansour, Arte no Acre e do Kaleb Madeireira e Material de Construção.









