
O fortalecimento da cafeicultura no Acre tem sido acompanhado por ações de orientação técnica voltadas à melhoria dos processos de plantio, colheita e beneficiamento dos grãos. Segundo a engenheira agrônoma Michelma Lima, o trabalho desenvolvido pela Seagri busca incentivar os agricultores a adotarem práticas que agreguem valor à produção e ampliem as oportunidades de comercialização.
Em entrevista ao Portal Acre, durante a quarta edição do QualiCafé, Michelma explicou que a iniciativa surgiu há quatro anos, quando a secretaria identificou a necessidade de melhorar a qualidade do café produzido no estado, que já contava com áreas destinadas ao cultivo.
“Há quatro anos, a secretaria, entendendo que já tínhamos uma quantidade de áreas de café plantadas, mas não tínhamos a qualidade, iniciou os trabalhos com os nossos produtores. Tivemos uma boa aceitação. O produtor compreendeu que, para ter um diferencial no seu produto, precisa ter qualidade”, afirmou.
A engenheira agrônoma ressaltou que a participação dos agricultores tem sido fundamental para o desenvolvimento da atividade. Segundo ela, os resultados alcançados por alguns produtores também despertaram o interesse de outros trabalhadores rurais em investir na melhoria da produção.
Esse movimento, conforme Michelma, refletiu diretamente no número de participantes inscritos na edição deste ano do concurso, que registrou crescimento em relação às anteriores.
“A prova disso é que este ano alcançamos uma quantidade maior de produtores inscritos. Muito disso vem dessa percepção de ver o vizinho dando certo e pensar: ‘Vou participar também, por que não?’”, explicou.
Outro ponto destacado pela profissional foi o potencial econômico dos cafés especiais. Embora a produção exija maior dedicação e cuidados específicos em diferentes etapas, Michelma avalia que o investimento pode proporcionar melhores resultados financeiros e ampliar o acesso dos agricultores a novos mercados.
“Eu costumo dizer que café especial é para todo aquele que queira dedicar um pouco mais do seu tempo, porque é um café mais trabalhoso, mas que tem um resultado muito positivo em receita, em visibilidade e em oportunidades de mercado”, destacou.
Para a engenheira agrônoma, o QualiCafé também representa uma oportunidade de reconhecer o trabalho das famílias que vivem da agricultura e contribuem para o desenvolvimento da cadeia produtiva no estado.
“Hoje é um dia muito especial para a cafeicultura do nosso estado. É o dia em que vamos celebrar o melhor café produzido. Os protagonistas são os nossos produtores rurais, que são quem faz a cadeia produtiva do café acontecer”, concluiu.








