
O senador Márcio Bittar (PL) revelou, nesta quarta-feira (14), durante participação no podcast Dedin de Prosa, do Portal Acre, que ainda se sente magoado por não ter recebido o apoio do prefeito de Rio Branco em sua campanha eleitoral. O parlamentar afirmou que a ausência do apoio político da gestão do prefeito Alysson Bestene prejudicou sua candidatura e classificou a situação como uma das maiores decepções enfrentadas durante a disputa.
“A lapada de não ter o apoio da prefeitura doeu muito. Ainda dói. [O apoio] de Rio Branco ainda dói. Eu dei o sangue para fazer essa prefeitura estar na mão de quem ela está hoje”, declarou.
Durante a entrevista, Bittar afirmou que esperava contar com o apoio da administração municipal, principalmente por considerar que teve participação decisiva na articulação política que levou Tião Bocalom e Alysson à Prefeitura de Rio Branco.
Segundo o senador, a falta desse apoio dificultou sua campanha. Ele revelou ainda que chegou a conversar pessoalmente com Alysson Bestene, na residência do prefeito, cerca de duas semanas antes das eleições, para demonstrar sua insatisfação.
“Eu falei para o próprio prefeito, na casa dele, duas semanas antes da eleição. Eu disse: ‘Você era para ser o coordenador da minha campanha aqui em Rio Branco’. Então eu contava com a prefeitura me apoiando, e eu não a tive me apoiando”, relatou.
Bittar também relembrou os bastidores da eleição municipal que resultou na vitória de Tião Bocalom. De acordo com o parlamentar, poucas pessoas acreditavam inicialmente na possibilidade de vitória do então candidato, e sua atuação teria sido fundamental para construir as alianças necessárias.
“Ninguém acreditava na eleição do Bocalom, rapaz. Vamos retroceder, vai lá na pesquisa, ninguém acreditava. O engenheiro responsável pela obra que acabou ganhando a prefeitura fui eu, cara. Fui eu”, afirmou.
Para sustentar sua avaliação, o senador destacou as articulações realizadas com lideranças nacionais da direita, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira.
Bittar afirmou que foi responsável por trazer Bolsonaro ao Acre em diferentes ocasiões, além de mobilizar outras lideranças políticas para fortalecer o grupo que disputava a prefeitura.
“Eu trouxe o Bolsonaro aqui três vezes: três noites, três dias. Dormiu na minha casa, ficou na minha casa, Michelle esteve aqui na sexta antes da eleição”, contou.
Alysson apoio as candidaturas de Eduardo Velloso (Solidariedade) e a do ex-governador Gladson Camelí (Progressistas) ao Senado.







