
No Acre, estado que faz fronteira com a Bolívia e o Peru, estudar Medicina no exterior é, para muitos jovens, uma possibilidade concreta de realizar um sonho que seria inacessível no Brasil.
Foi a partir dessa realidade que o senador Alan Rick defendeu nesta quinta-feira, 15, na comissão mista que analisa a MP do Enamed, tratamento igual para médicos formados aqui e fora do País.
No Brasil, mais de 100 mil brasileiros fazem ou fizeram Medicina fora do País, Alan Rick defende que todos sejam avaliados com rigor, mas sem uma exigência adicional em relação aos formados no Brasil. Durante a análise da Medida Provisória nº 1.370/2026, em comissão mista do Congresso, ele também pediu que estudantes e profissionais não sejam tratados com preconceito.
O Acre foi apresentado pelo senador como um exemplo dessa realidade nacional. Estado de fronteira com a Bolívia e o Peru, recebe jovens que buscam nos países vizinhos uma oportunidade de estudar Medicina. Alan afirmou que, no Acre, uma faculdade particular pode custar até R$ 14 mil, valor fora do alcance de muitas famílias.
A discussão na comissão era sobre as regras de avaliação dos médicos. O relatório estabelece que a etapa final do Enamed substituirá a prova teórica do Revalida. Quem se formou no exterior, porém, ainda terá de fazer a prova prática. Ele lembrou que o Senado debateu durante dois anos um projeto (PL 2294/2024) que, a partir de emenda apresentada por ele, dispensava quem passava no exame das duas etapas do Revalida – a teórica e a prática. E classificou a mudança proposta pela MP como um retrocesso em uma questão que já havia sido pacificada. Alan argumentou que essa exigência cria uma avaliação adicional para brasileiros formados fora do País e defendeu que a aprovação no Enamed final também os dispense das duas etapas do Revalida. *Queremos um tratamento isonômico”, afirmou.
Ao defender os brasileiros formados no exterior, Alan afirmou que cobrar qualidade na formação médica é necessário, mas não pode justificar tratamento desigual nem preconceito contra quem buscou realizar o sonho da Medicina fora do País.
O senador pediu vista do relatório e disse que retiraria o pedido caso o relator retomasse a emenda que havia defendido. Como o relator manteve o texto, Alan manteve o pedido. A comissão concedeu vista por 30 minutos. Depois, rejeitou a admissibilidade do destaque à Emenda 220 e aprovou o relatório. Alan registrou voto contrário.







