
A estiagem que atinge o Acre em 2026 ganhou intensidade em setembro, com o avanço da seca grave para mais da metade do território estadual. A parcela afetada por essa condição passou de 37% em agosto para 53% em setembro, segundo a atualização do Monitor de Secas divulgada nesta segunda-feira (19) pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).
O levantamento mostra que a seca continuou presente em 100% do território acreano pelo menos entre julho e setembro. Embora a extensão total da área afetada tenha permanecido estável entre agosto e setembro, houve agravamento da severidade do fenômeno.
Com o avanço da seca grave, o Acre apresentou em setembro a condição mais severa da Região Norte. De acordo com a ANA, o quadro também é o mais intenso registrado no estado desde dezembro de 2024.
O Acre está entre os dez estados e unidades da Federação que registraram seca em todo o território em setembro. Também aparecem nessa condição Alagoas, Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Roraima, Sergipe e Tocantins.
No conjunto do país, a área com registro de seca aumentou de 67% para 75% do território brasileiro entre agosto e setembro. O fenômeno se intensificou em 14 unidades da Federação, incluindo Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Roraima e Tocantins.
A Região Nordeste apresentou o maior percentual de área afetada, com seca em 96% de seu território. Já os três estados do Sul permaneceram sem registro do fenômeno no mês.
O que os dados indicam
O Monitor de Secas acompanha a evolução do fenômeno a partir de indicadores climáticos e de seus impactos em diferentes escalas de tempo. A classificação de seca grave indica uma condição mais intensa do que as categorias de seca fraca e moderada, mas não significa que os efeitos sejam idênticos em todos os municípios.
No Acre, o agravamento do indicador reforça a importância de acompanhar os efeitos da estiagem sobre os recursos hídricos, as atividades rurais e as condições ambientais. A classificação, isoladamente, porém, não quantifica perdas agrícolas, interrupções no abastecimento ou a extensão das queimadas.
Os dados também não significam que não tenha chovido no estado. A avaliação considera o comportamento dos indicadores e os efeitos acumulados da falta de chuva, e não apenas a ocorrência de precipitação em um dia específico.








