
Após mais de cinco décadas de existência, a Companhia de Armazéns Gerais e Entrepostos do Acre (CAGEACRE) registra um novo capítulo em sua trajetória institucional com a elaboração de seu Código de Ética, Conduta e Integridade. O documento, considerado uma iniciativa inédita na história da companhia, estabelece diretrizes voltadas à transparência, ao respeito aos trabalhadores, à prevenção de irregularidades e à responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
Criada em 26 de setembro de 1975, a CAGEACRE completou 51 anos em setembro de 2026. A elaboração do código representa uma etapa importante na estruturação de mecanismos internos de governança, incluindo a previsão de uma Comissão de Ética para orientar e acompanhar questões relacionadas à conduta profissional.
Uma das pessoas que participaram diretamente da construção do documento foi a engenheira agrônoma Suziane Maria Silva de Souza, que descreveu o trabalho como uma experiência de grande significado pessoal e profissional.
“Escrever o Código de Ética da CAGEACRE foi algo que teve um significado muito grande para mim. Não foi apenas escrever regras ou organizar um documento. Foi colocar no papel aquilo que eu acredito que deve existir dentro de uma instituição: respeito, responsabilidade, honestidade, justiça e cuidado com as pessoas”, declarou.
Segundo Suziane, a elaboração do código levou em consideração não apenas as necessidades administrativas da companhia, mas também a realidade dos profissionais que atuam diariamente na instituição e a responsabilidade da empresa com a sociedade acreana.
“Enquanto eu construía cada parte, pensava não só na empresa, mas também em quem trabalha nela todos os dias, em quem precisa ser ouvido, respeitado e protegido. Pensei também na responsabilidade que a CAGEACRE tem com os recursos públicos, com os estoques, com os produtores e com a sociedade”, explicou.
O código aborda diferentes situações relacionadas ao ambiente profissional, incluindo a prevenção ao assédio moral e sexual, o combate à discriminação, a proteção contra perseguições e retaliações, os conflitos de interesses e o uso adequado dos recursos públicos.
Também estão previstas orientações sobre a atuação das chefias, a valorização das competências profissionais, a distribuição de responsabilidades e o direito dos trabalhadores de comunicar possíveis irregularidades sem sofrer represálias.
Para Suziane, a construção do documento ultrapassa o cumprimento de uma atividade técnica, pois também representa uma oportunidade de contribuir para mudanças duradouras na instituição.
“Por isso, esse Código representa muito para mim. Ele tem conhecimento técnico, mas também tem muito dos meus valores. Tem a minha preocupação em deixar algo que possa realmente ajudar, orientar decisões e evitar injustiças”, afirmou.
A engenheira agrônoma ressaltou ainda que sua maior expectativa é que o documento produza resultados positivos para os trabalhadores e para a própria companhia, independentemente do reconhecimento pessoal pela participação em sua elaboração.
“Talvez, no futuro, muita gente nem saiba que eu participei da construção desse documento. Mas se ele ajudar a proteger alguém, evitar uma irregularidade, melhorar uma relação de trabalho ou fortalecer a CAGEACRE, eu já vou sentir que valeu a pena”, disse.
Além das mudanças institucionais, a CAGEACRE desempenha um papel importante no desenvolvimento da agricultura acreana. A companhia atua em atividades de recebimento, secagem, limpeza, classificação, beneficiamento, conservação, movimentação e armazenamento de produtos agrícolas, contribuindo para reduzir perdas após a colheita e preservar a qualidade dos alimentos.
Para Suziane, fortalecer a instituição também significa proteger o trabalho dos produtores rurais e contribuir para a segurança alimentar do estado.
“A CAGEACRE é essencial para o Acre porque ajuda a proteger aquilo que o produtor levou meses para plantar e colher”, pontuou.
Ela encerrou seu relato ressaltando o significado que atribui à participação na elaboração do documento.
“Para mim, esse Código é mais do que um trabalho. É uma marca que eu deixo, com respeito e responsabilidade. É uma contribuição que eu espero que permaneça e faça diferença mesmo depois de mim”, concluiu.
O Código de Ética foi aprovado, assinado pelo presidente da instituição Antonio de Pádua Vasconcelos da Cunha e publicado no Diário Oficial.
A iniciativa marca um momento de reorganização institucional da CAGEACRE, que, após mais de cinco décadas de atuação no Acre, busca fortalecer suas práticas de governança, proteção dos trabalhadores e responsabilidade com o patrimônio público.








