Rio Branco, 22 de outubro de 2026.

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Crianças da escola rural recebem ação de incentivo à leitura nesta quinta

A iniciativa é da Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinj), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE) e a Fundação Elias Mansour (FEM) – Foto Elisson Magalhães/Secom TJAC

Pela primeira vez, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) promoveu uma edição do projeto Infância Literária na zona rural. A ação ocorreu na manhã desta quinta-feira, 22, na Escola Sirlei Paiva de Lima I, no Ramal Céu Aberto, a cerca de 40 quilômetros de Plácido de Castro, e reuniu 15 estudantes, do pré-escolar ao 5º ano do ensino fundamental.

A iniciativa é da Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinj), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE) e a Fundação Elias Mansour (FEM). O projeto tem como objetivo incentivar o hábito da leitura entre crianças de escolas públicas, democratizar o acesso aos livros, ampliar o repertório literário dos alunos e estimular a aprendizagem por meio da literatura.

Com essa atividade, o Poder Judiciário busca reverter, ainda na infância, uma tendência preocupante no país: a queda do número de leitores. Dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil apontam que mais de 50% da população não leram sequer um livro nos últimos três meses. Entre os motivos apontados estão a falta de paciência, as dificuldades de acesso aos livros e o uso excessivo das redes sociais.

O projeto aproveita o interesse pela leitura demonstrado por crianças de 5 a 13 anos para estimular esse hábito, que pode contribuir para a formação de leitores assíduos. Ao levar a iniciativa às comunidades rurais, o TJAC visa garantir que, independentemente das dificuldades enfrentadas no campo, os estudantes tenham acesso à educação e aos livros.

Educação é direito de todos


Durante a ação, a vice-presidente do TJAC e coordenadora da Coinj, desembargadora Regina Ferrari, contou aos estudantes que sua primeira profissão foi a de professora, em uma escola da zona rural de Nova Esperança, no interior do Paraná. Depois, falou sobre o empenho da Coordenadoria junto à prefeitura para que a escola fosse reaberta e as crianças da região pudessem estudar perto de casa.

A desembargadora também explicou, de forma didática, o papel transformador da educação e da literatura para a realização de sonhos, como o de se tornar juíza. “Eu também sonhei um dia. Ser professora, juíza, advogada. E eu consegui. Foi fácil? Não foi muito. Eu tive que estudar e amar os livros”, declarou. Ao final, ela realizou uma dinâmica com as crianças. Perguntou quais eram seus planos para o futuro e o que pediriam a uma fada madrinha. A maioria desejou proteção.

O gestor da escola, Geyson Barros, considerou o projeto excepcional. Ele afirmou que não conhecia esse trabalho do Poder Judiciário e que se tornou um entusiasta da iniciativa, principalmente pela sensibilidade da Coordenadoria em atender as crianças da zona rural. “Tive o primeiro contato agora. Achei maravilhoso. A minha ideia é vocês [do TJAC] continuem vindo porque, com certeza, a gente vai montar nosso cantinho da leitura e uma biblioteca”, disse.

De acordo com o professor, a ação serviu de estímulo para os estudantes. “Nós da escola, a gente já incentiva a leitura. A nossa dificuldade era realmente do material físico. Então, com certeza, eles vão se animar muito mais para aprender a ler. Os que têm dificuldade vão começar a querer mais, vão ver os outros manuseando os livros”, frisou.

Contação de histórias e muito mais

As meninas e os meninos participaram ainda de uma sessão de contação de histórias conduzida pelo historiador José Wilson Aguiar. Na ocasião, ele leu trechos do livro A Missão dos Protetores da Floresta, do escritor acreano Enilson Amorim. A obra apresenta o Mapinguari, a Mãe da Mata e o Curupira como super-heróis que se unem para lutar pela preservação ambiental da Amazônia.

Após a leitura, cada criança recebeu um livro, adquirido por meio de doações. A desembargadora propôs que, depois de lerem, os estudantes escrevam uma pequena redação sobre o que compreenderam. Ela também anunciou que os cinco alunos com os melhores textos serão premiados. A previsão é que isso ocorra antes do encerramento do ano letivo, em dezembro.

Para terminar, a Coordenadoria ofereceu um lanche com sanduíches e refrigerantes, além de distribuir lembrancinhas às alunas e aos alunos participantes. Os custos foram cobertos com recursos arrecadados na última edição do Bazar Chique é Ser Solidário.

Com informações do Tribunal de de Justiça do Acre

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