Rio Branco, 28 de outubro de 2026.

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Casos confirmados de meningite no Acre chegam a 18, e óbitos por pneumococo sobem para três

As três mortes no Acre foram atribuídas a meningite pneumocócica – Foto reprodução

O Acre chegou a 18 casos confirmados de meningite em 2026, com três mortes atribuídas à meningite pneumocócica, segundo o boletim epidemiológico nº 21 da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), publicado nesta segunda-feira, 22. O levantamento registra ainda 50 notificações suspeitas da doença no estado, cujos dados permanecem sujeitos a alterações.

Do total de casos confirmados neste ano, oito são de meningite por pneumococo, três de meningite meningocócica, dois de meningite bacteriana, dois de meningite viral, dois de meningite fúngica e um de meningite por Haemophilus. Os três óbitos registrados em 2026 foram associados à meningite pneumocócica, que responde por aproximadamente 44% das confirmações.

A evolução dos boletins publicados pela Sesacre mostra o crescimento dos registros ao longo do ano. No documento nº 17, atualizado em 13 de agosto, eram 40 notificações suspeitas, 13 casos confirmados e um óbito. No boletim nº 18, de 27 de agosto, os números passaram para 42 notificações, 16 confirmações e duas mortes.

Em 17 de setembro, quando foi atualizado o boletim nº 19, o estado contabilizava 44 notificações suspeitas, 16 casos confirmados e dois óbitos. Já no levantamento nº 20, divulgado com dados de 15 de outubro, eram 48 notificações, 18 confirmações e três mortes. O boletim mais recente manteve o total de 18 casos confirmados e três óbitos, mas elevou para 50 o número de notificações suspeitas.

Distribuição dos casos

Rio Branco e Cruzeiro do Sul concentram o maior número de confirmações de meningite no Acre em 2026, com seis casos cada. A capital registra dois óbitos, enquanto Cruzeiro do Sul não tinha mortes contabilizadas na tabela do boletim mais recente.

Xapuri aparece em seguida, com dois casos confirmados e um óbito. Feijó, Porto Acre, Porto Walter e Senador Guiomard registram um caso confirmado cada, sem óbitos informados no levantamento.

Comparação com anos anteriores

Os dados históricos apresentados pela Sesacre mostram que o Acre registrou 20 casos confirmados de meningite em 2025, com seis óbitos. Em 2024, foram 15 confirmações e seis mortes; em 2023, 14 casos confirmados e sete óbitos; e, em 2022, 18 confirmações e quatro mortes.

Com 18 casos confirmados até 22 de outubro, o total de 2026 já corresponde a 90% das confirmações registradas durante todo o ano passado. A comparação, porém, considera um período ainda em andamento em 2026, cujos números podem ser revisados à medida que as investigações epidemiológicas são concluídas.

O boletim informa letalidade de 16,6% para as meningites em 2026, abaixo dos percentuais registrados nos anos anteriores: 30% em 2025, 40% em 2024, 50% em 2023 e 22,2% em 2022. O indicador representa a proporção de óbitos entre os casos considerados no cálculo e deve ser interpretado levando em conta o caráter parcial dos dados deste ano.

Prevenção e vigilância

As meningites são inflamações das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal e podem ser provocadas por diferentes agentes, incluindo bactérias, vírus, fungos e parasitas. As formas bacterianas podem apresentar evolução grave e exigem atendimento médico rápido.

O boletim da Sesacre destaca que a doença pode ser transmitida por contato direto entre pessoas, por meio de secreções respiratórias, e reforça a importância da vigilância epidemiológica para monitorar casos, identificar possíveis surtos e orientar as medidas de prevenção e controle.

Entre os sinais de alerta estão febre, dor de cabeça intensa, vômitos, rigidez na nuca, alteração do estado mental e, em alguns casos, manchas na pele. Em bebês, irritabilidade, sonolência, choro persistente e abaulamento da fontanela também podem indicar a necessidade de avaliação médica. Diante de sintomas sugestivos, a orientação é procurar atendimento de saúde imediatamente.

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