Rio Branco, 28 de outubro de 2026.

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Despesas do Acre crescem quase o dobro das receitas até agosto, segundo o Tesouro Nacional

Balanço foi divulgado pelo relatório RREO em Foco, do Tesouro Nacional

As despesas do governo do Acre avançaram em ritmo quase duas vezes superior ao das receitas nos primeiros oito meses de 2026. Os dados constam no relatório RREO em Foco, do Tesouro Nacional, referente ao quarto bimestre do ano, que compara os resultados acumulados até agosto com o mesmo período de 2025.

A receita corrente do Acre chegou a R$ 8,84 bilhões entre janeiro e agosto deste ano, alta de 11% em relação aos R$ 7,99 bilhões registrados nos oito primeiros meses de 2025. As despesas correntes, por sua vez, cresceram 21%, passando de R$ 6,53 bilhões para R$ 7,87 bilhões.

A diferença entre os ritmos de crescimento se reflete no resultado orçamentário. O saldo positivo, calculado pela diferença entre as receitas realizadas e as despesas empenhadas, caiu de aproximadamente R$ 1,05 bilhão em 2025 para R$ 670 milhões em 2026, uma redução de cerca de 36%.

A composição das receitas também evidencia a dependência do Acre de recursos transferidos por outras esferas de governo. Segundo o relatório, cerca de 67% da receita corrente vem de transferências, enquanto a arrecadação própria responde por aproximadamente 33%.

Na composição dos gastos, as despesas com pessoal representam 54% do total considerado pelo relatório. O custeio da máquina pública responde por outros 32%, enquanto o serviço da dívida corresponde a 3%. Os investimentos representam 4%.

Na divisão por áreas, a educação aparece com a maior participação nas despesas, equivalente a 24%, ou cerca de R$ 2,12 bilhões. A saúde responde por 18%, aproximadamente R$ 1,58 bilhão, enquanto a segurança pública representa 11%, com cerca de R$ 960 milhões.

A previdência corresponde a 10% das despesas, aproximadamente R$ 880 milhões. A administração representa 5%, ou R$ 430 milhões, e os transportes, 3%, cerca de R$ 280 milhões. As demais funções somam 26% dos gastos.

O relatório também apresenta o resultado primário, indicador que considera receitas e despesas sob critérios próprios e que ajuda a avaliar a situação fiscal do governo. No acumulado até agosto, o resultado primário do Acre foi de aproximadamente R$ 560 milhões, equivalente a 7,13% da receita corrente líquida (RCL), considerando o regime próprio de previdência social (RPPS). Sem o RPPS, o resultado ficou em cerca de R$ 530 milhões.

As contas previdenciárias apresentam diferenças entre os fundos. O fundo estruturado no regime de repartição registrou déficit de aproximadamente R$ 42,15 milhões, equivalente a cerca de -1% da RCL. Já o fundo de capitalização apresentou resultado positivo de R$ 64,69 milhões, também próximo de 1% da receita corrente líquida.

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