Rio Branco, 28 de outubro de 2026.

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Idaf identifica novos focos de moko da bananeira durante ações de vigilância fitossanitária em Feijó

Ações de contenção do Idaf no seringal e calha do rio Envira delimitam expansão do Moko da bananeira no Acre – Foto cedida

Com o objetivo de inspecionar áreas de cultivo de banana, identificar novos focos do Moko da bananeira e delimitar as áreas afetadas pela doença, o governo do Acre, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), mantém ações de vigilância fitossanitária em todo o estado.

Desde abril de 2026, quando foi confirmado o primeiro foco da doença em Feijó, o Idaf vem intensificando as ações de vigilância fitossanitária nas comunidades produtoras. Em outubro, as atividades foram realizadas em comunidades ribeirinhas do rio Envira, contemplando os seringais Benfica, Cumaru, Nova Sorte e Fortaleza.

As inspeções, associadas à coleta de material vegetal para análise laboratorial, resultaram na identificação de outras quatro propriedades afetadas pelo moko da bananeira. Com isso, Feijó passa a contabilizar cinco focos da doença, o que reforça a necessidade de ampliar o monitoramento e intensificar as medidas de contenção na região.

Nesta etapa, as equipes deram continuidade à prospecção fitossanitária em propriedades localizadas em um raio de até cinco quilômetros dos locias onde foram identificados os focos da doença. O trabalho busca detectar precocemente novas ocorrências, delimitar a área de ocorrência da doença e orientar os agricultores sobre as medidas necessárias para impedir sua disseminação, especialmente em áreas onde ainda não há registros da bactéria.

“As comunidades situadas às margens do rio Envira concentram importantes áreas de produção de banana, que contribuem para o abastecimento de Feijó. Por isso, as ações de defesa sanitária vegetal são fundamentais para preservar a atividade produtiva, reduzir os riscos de perdas econômicas e proteger a renda das famílias que dependem dessa atividade”, explica a coordenadora do Programa de Sanidade da Bananicultura, Malena Lima.

O Idaf alerta que a disseminação da doença ocorre principalmente pelo transporte de mudas infectadas, pelo uso de ferramentas contaminadas e pelo contato entre raízes. Insetos que visitam as inflorescências também podem contribuir para a propagação da bactéria.

“Recomendamos a utilização de mudas comprovadamente sadias, a desinfecção de ferramentas agrícolas e a restrição do transporte de material vegetal proveniente de áreas contaminadas. Também é fundamental comunicar imediatamente ao órgão de defesa agropecuária qualquer suspeita da doença, para que as medidas necessárias sejam adotadas”, orienta Malena Lima.

Com informações da Agência de Notícias do Acre

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