
O desmatamento apresentou comportamentos opostos no Acre e no conjunto da Amazônia Legal em setembro de 2026. Enquanto o estado registrou redução de 17% na área desmatada em relação ao mesmo mês do ano passado, o indicador regional cresceu 34%, segundo o boletim do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgado nesta quinta-feira (29).
No Acre, foram identificados 48 km² de áreas desmatadas em setembro, ante 58 km² em setembro de 2025, uma redução de 10 km². Na Amazônia Legal, o levantamento detectou 374 km², contra 279 km² no mesmo período do ano anterior, o que representa um aumento de 95 km².
Além da queda na comparação anual, o Acre diminuiu sua participação no desmatamento detectado na Amazônia Legal. Em setembro de 2025, os 58 km² registrados no estado correspondiam a aproximadamente 21% do total regional. Neste ano, os 48 km² representaram cerca de 13%.
O Pará concentrou a maior parcela do desmatamento em setembro, com 53% da área identificada. Amazonas e Acre aparecem na sequência, com 16% e 13%, respectivamente.
A distribuição dos registros mostra que a redução acreana ocorreu enquanto o desmatamento avançou principalmente em outros estados. O resultado, porém, não significa que a pressão sobre a floresta tenha deixado de ser relevante no Acre, que ainda respondeu por quase um sétimo de toda a área detectada pelo sistema no mês.
Degradação florestal cai 95% no estado
Outro destaque do levantamento é a redução da degradação florestal no Acre. O indicador passou de 22 km² em setembro de 2025 para apenas 1 km² em setembro deste ano, uma queda de aproximadamente 95%.
A degradação corresponde a danos à floresta que não necessariamente provocam a remoção completa da cobertura vegetal, como os associados a queimadas e à exploração madeireira. O SAD monitora tanto o desmatamento quanto esses processos de deterioração da floresta.
Na Amazônia Legal, o movimento foi inverso: a área degradada aumentou 21%, passando de 1.022 km² para 1.239 km². O contraste reforça a diferença entre o comportamento dos indicadores no Acre e no conjunto da região.








