Rio Branco, 4 de novembro de 2026.

Mudanças na prefeitura de Rio Branco

Alysson já avisou que vai mudar parte do secretariado, mas não disse onde nem quando. Pelo que a coluna apurou, no entanto, alguns nomes estão bem adiantados: o competente Paulo Justino teria sido convidado para a Casa Civil no lugar de Valtim José, e Gilberto Lucas de Oliveira, que passou três meses no Deracre, deve assumir a Seinfra. Mudanças certas, ainda sem que os novos titulares sejam confirmados, devem acontecer na Semsa, Seagro e Defesa Civil, além de outras pastas.

Falando em Defesa Civil…

Há uma espécie de clamor pela permanência do coronel Cláudio Falcão à frente da Defesa Civil de Rio Branco. Não há dúvidas de sua competência e do bom trato com a imprensa. A internet se encheu com a campanha pelo “fica, Falcão”. No entanto, parece que, realmente, Alysson decidiu mudar.

“Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão”

Sobre mudanças no secretariado municipal, dizem que Gladson Cameli usou a boa relação que tem com Alysson para frear uma bobagem que o prefeito da capital iria cometer. Ao “ventilar” a possibilidade de um convite para uma pasta importante, Cameli teria dissuadido Alysson da ideia. Gladson não esquece a “facada nas costas” dada por essa pessoa que ele tanto defendeu. Dizem que, quando o ex-governador acreano ouve esse nome, lembra-se dos versos cantados por Beth Carvalho: “você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão”.

Alysson se distancia de Bocalom

Após cumprir a promessa de apoiar Bocalom em sua fracassada campanha ao governo do Acre, a cada dia Alysson se distancia politicamente do ex-prefeito da capital. Nada mais do que normal, já que os dois têm perfis de gestão completamente diferentes. Alysson sabe que precisa fazer diferente do que fez Bocalom para se reeleger em 2028. A teimosia do velho Boca deu certo em 2024, mas a repetição vaga do “fiz em Acrelândia”, “fiz em Rio Branco”, “se não roubar, o dinheiro dá” e “produzir para empregar”, sem conteúdo, mostrou-se completamente equivocada. Alysson está fazendo o que precisa: uma gestão mais próxima da população e tentando resolver o principal gargalo dessa cidade que são os buracos nas ruas da periferia.

Falando em teimosia…

E, falando em teimosia de Bocalom, não é possível que ele ainda continue sendo contra a implantação da Guarda Municipal. Rio Branco é a única capital do país que não a possui. Será que o mundo está errado e Bocalom, cujo pós-doutorado em segurança pública eu não conheço, está correto? Rio Branco precisa de ações eficazes para dar mais sensação de segurança à população. Claro que a Guarda Municipal não vai transformar a capital acreana em um paraíso, mas pode ajudar a evitar casos de violência. Perguntem à Hadassa, covardemente agredida, e aos seus familiares o que eles acham.

Violência contra as mulheres no Acre já passou dos limites

O caso de feminicídio da médica Elyne de Assis é chocante, brutal e causa indignação. Exatamente por isso, é preciso discutir a violência contra as mulheres e os mecanismos de proteção. É inevitável perguntar: para que serve mesmo o tal botão do pânico? Porque, se for comprovado que ela acionou o dispositivo e o socorro não veio, a sociedade precisa de respostas.

É só olhar o histórico

Não há dúvidas de que houve falhas. De quem e onde, é o que precisa de respostas. Não estamos falando de um caso isolado, mas de um suposto mandante que tem um histórico de denúncias. Basta levantar a ficha: condenação por ameaça e ofensas contra a ex-prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, com quem teve um relacionamento, e a história de ter ido ao Rio de Janeiro perseguindo outra mulher com quem se envolveu.

Carão de Mailza

Este colunista soube de uma muito boa. Nos últimos dias, durante uma reunião, um cidadão que perdeu muito do poder que já teve — mas que ainda se comporta como se tivesse o rei na barriga — foi dar uma opinião à governadora Mailza sobre o que não era da sua alçada. Levou uma “comida de rabo” daquelas de colocar o cabra em seu devido lugar. O que eu acho? Eu acho é pouco! O cidadão é tão querido que, dizem, teve até comemoração, hehehehehe.

Transição de Mailza

O decreto que nomeia a comissão de transição da governadora Mailza Assis não traz novidades. Foi fiel a quem esteve na condução de sua campanha, responsável por uma vitória esmagadora em que ninguém apostava um ano atrás. Sobre o Madson: pode-se gostar dele ou não, mas não se pode negar que ele foi um dos principais responsáveis pela vitória e é Chefe de Gabinete, ou seja, já está no governo. Nada que surpreenda ou fuja do normal.

Não tenho inimigos, mas, se tivesse, desejaria a sorte de Flávio Bolsonaro

Será que nos Estados Unidos tem pinhão-roxo? Se tiver, indico ao Flávio Bolsonaro levar uma surra da planta, que dizem ter o poder de curar o azar. O cidadão achou que já era presidente do Brasil e perdeu uma eleição praticamente ganha. Fugiu para os Estados Unidos para ser protegido por Donald Trump, e o presidente americano levou uma surra histórica nas eleições legislativas. Que zica!

Ninguém se convenceu

Aliás, o discurso de uma eleição fraudada — de que houve alguma fraude por conta da prorrogação da votação — não convenceu ninguém, nem o seu próprio partido, o PL. O entendimento claro é de que a fuga deixou evidente que Flávio Bolsonaro não vai liderar a direita no Brasil. Quem ri à toa é Tarcísio de Freitas, governador reeleito de São Paulo, que está doidinho para assumir o posto.

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Leônidas Badaró

É natural de Xapuri, onde começou na comunicação há 25 anos. De lá pra cá atuou como repórter e apresentador em Rádio, TV e Online. Apaixonado por esportes, também é narrador de futebol.

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