
Unindo gamificação e aspectos pedagógicos, jurídicos e socioemocionais, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), por meio do Laboratório de Inovação (InovaLab), realizou, nesta quarta-feira, 4, a aplicação piloto do jogo O Poder das Escolhas, na Escola Raimundo Hermínio de Melo. A proposta utiliza o jogo educativo como ferramenta para promover o protagonismo juvenil, a formação cidadã e o combate ao bullying.

Nesta etapa do projeto, alunos do 5º ao 9º ano do ensino fundamental da Escola Raimundo Hermínio de Melo tiveram acesso à versão piloto do jogo no laboratório de informática, onde puderam contribuir com suas percepções, aprendizados e sugestões de aprimoramento.
O início da jornada
A ideia do projeto surgiu a partir de diálogos internos entre os integrantes do InovaLab. Carlos Nogueira, estagiário de pós-graduação em sistemas de informação e membro da equipe, foi o responsável pelo desenvolvimento do jogo e pela criação da ferramenta de apoio aos estudantes nas escolas. Ao conhecer a proposta, assumiu o projeto devido à sua afinidade com a área de jogos e à flexibilidade de atuação proporcionada pelo ambiente de trabalho.
“Até agora, sou só eu desenvolvendo o jogo desde as imagens, os vídeos e os diálogos, mas contamos com a ajuda da Secretaria de Educação, que ajudou bastante na parte pedagógica para entendermos a linguagem dos alunos e as situações que vivem. A partir disso, conseguimos um equilíbrio legal entre diversão e aprendizado”, contou Carlos.
O jogo apresenta um formato 2D, com elementos pixelados e plataformas, além de cenários que remetem aos ambientes escolares e a pontos turísticos de Rio Branco. A vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC) e coordenadora da Coordenadoria da Infância e Juventude (COIJ), Regina Ferrari, também contribuiu com apoio e sugestões para o desenvolvimento do jogo.
“O Poder Judiciário precisa estar cada vez mais próximo da sociedade e falar a linguagem das nossas crianças e adolescentes. Essa ferramenta lúdica é uma oportunidade extraordinária de promover a empatia, o diálogo e a cultura de paz dentro das escolas. Ao abordarmos temas essenciais como a convivência pacífica e a prevenção ao bullying, atuamos na raiz do problema, assegurando a proteção integral da infância e formando cidadãos conscientes de seus direitos e deveres”, destacou a desembargadora Regina Ferrari.
Carlos destacou a importância da experiência de apresentar o projeto aos estudantes e da parceria com as instituições envolvidas.
“Hoje viemos fazer o beta do jogo no segundo dia e está sendo uma experiência bem bacana. Fico muito feliz de poder realizar um projeto desse junto ao Tribunal e à Secretaria de Educação, pois é uma forma diferente de inserir algo novo para as crianças, trazendo algo com que elas não têm tanto contato na escola, que são os jogos, além de ser uma boa oportunidade de integrá-las com a educação.”
Educação e Judiciário unidos
A assessora pedagógica do Departamento de Formação e Assistência Educacional da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE), Ana Elisa, falou sobre o convite para a parceria e destacou que a necessidade de trabalhar a assertividade desde a primeira infância tem se mostrado evidente com a promulgação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
“Esse projeto une a gamificação, a questão do desejo da juventude de se desafiar, de trabalhar com conteúdos de uma forma lúdica, juntando o pedagógico com as questões jurídicas, com as questões socioemocionais”, declarou a assessora.
Segundo ela, a proposta busca dialogar diretamente com a linguagem da faixa etária dos alunos, apresentando, de maneira divertida e lúdica, conteúdos que já são trabalhados nas escolas.
O aluno do 7º ano C Gustavo dos Santos, de 12 anos, contou que gostou bastante da experiência com a versão-piloto do jogo. Por ter se familiarizado rapidamente com a dinâmica, ele também ajudou os colegas que tiveram alguma dificuldade durante a aplicação.
“É um jogo excelente, o Tribunal está de parabéns. Ele aborda o bullying de uma forma dinâmica e diferente de aprender”, relatou.
Com informações do Tribunal de Justiça do Acre







