Rio Branco, 6 de novembro de 2026.

Mailza e Alysson: aliança mais do que selada

Imagem criada com recurso de IA

A partir de agora, vão ser comuns, intensificando-se ainda mais no ano que vem, pautas e ações em parceria do governo com a Prefeitura de Rio Branco. Com isso, Alysson tem tudo para buscar fazer uma gestão eficiente, diferente do ex-prefeito Bocalom, que optou por grandes obras e pela boa e velha “maquiada” na região mais central da cidade. Bestene tem optado pela periferia. Sabe que a recuperação das ruas de Rio Branco pode ser o diferencial em sua gestão.

Parceria no Natal

Governo e prefeitura devem anunciar uma programação conjunta para o período de fim de ano na capital acreana. O entendimento da governadora Mailza é de que não faz sentido, sendo parceiros, não unificar as programações e as decorações nesta época de Natal. Inclusive, o Centro já está com a decoração bem adiantada. Tirando o fato de que é compreensível a discussão sobre os valores que se gastam em luzes e apetrechos natalinos, não se pode negar que a cidade fica muito mais bonita.

Reunião deu o tom de como vai ser a gestão Mailza no ano que vem

A impressão que tenho é que Mailza tem um objetivo claro: não deixar dúvidas de que a história de ser uma mulher sem voz ou poder de comando é apenas estória. Na última reunião com os secretários, abriu, conduziu e fechou a conversa sem muito espaço para ninguém falar. Deu o tom para quem está desesperado para saber se fica ou sai do governo de que precisa ter paciência. Vai atender aos aliados, reconhecer quem “deu o sangue” na campanha, mas não vai aceitar pressão. Esperemos.

Corte de gastos e preocupação de quem tem a receber é normal nesta época do ano

Outro assunto dentro do governo é o aperto no cinto neste fim de ano. A gestão já garantiu que o pagamento dos salários de novembro, dezembro e do 13º está garantido, mas é óbvio que as torneiras do que não é a prioridade das prioridades vão secar. Por isso, tem muito fornecedor mais preocupado do que bandido quando para em blitz da polícia.

O “Rei” é o cara

Impossível não se emocionar em um show do Roberto Carlos. Aos 85 anos, a vitalidade impressiona. Uma coisa que me chamou muito a atenção é que um artista “podre de rico”, que faz show hoje apenas porque quer, não mostra um pingo de preguiça de cantar, não se comporta no palco com o estrelismo de muitos que começaram ontem na música e fazem apenas sucesso efêmero. O homem se entrega e se conecta com o público, justificando o apelido de “Rei”.

Sem fila de prioridade hehehehe

Uma coisa que não precisou funcionar no show de Roberto Carlos foi a lei da prioridade. Mas calma: não é que houve falta de respeito, é que 90% do público era prioridade. Na minha fila, o mais novo era eu — e olha que já tenho mais de 50 janeiros nas costas hehehehe.

Falando sério

Como foi bom presenciar tantos idosos, que têm nas músicas de Roberto Carlos conexões e recordações tão especiais, terem a oportunidade de assistir ao show do cantor. Uma declaração em especial me chamou a atenção. Uma professora de 80 anos me disse o seguinte: “Quando ele veio aqui há 50 anos, eu sofri porque não tinha condições de ir ao show. Hoje, realizo o sonho de ver meu ídolo de perto”.

Show diferenciado, público diferenciado

Ter “velhinhos” como eu na plateia faz o show ser diferente. Durante as duas horas de espetáculo, ninguém levantou e ninguém ficou na frente do outro atrapalhando a visão da apresentação do cantor. Além da boa música e da performance sensacional de um artista de quase 90 anos, o público deu um show de civilidade. Sem falar que, em um show de Roberto Carlos, não tem nenhuma música desconhecida: todo mundo canta junto.

Nota triste

Mas um fato — e que nada tem a ver com a produção do show do Roberto Carlos — deixou muitas pessoas indignadas e sem entender. No estacionamento, do lado de fora da área do show, um segurança retirou um pai de família que vendia flores a quem estava na fila para entrar no espaço reservado ao espetáculo. Confesso que não consegui apurar se o segurança faz parte da equipe do Via Verde Shopping, mas de uma coisa tenho certeza: o pobre homem estava apenas trabalhando e tentando levar o pão para casa, não representava perigo e não incomodava ninguém.

Não torço pela morte de Valadares Neto

Muita gente tem demonstrado “torcida” pela morte do advogado Francisco Valadares Neto, acusado de ser o mandante do feminicídio da médica Elyne de Assis Nogueira. “Tem que pagar na mesma moeda” é o que mais se vê. Pois vou na contramão. Se comprovado realmente o que parece óbvio pelas investigações, Valadares tem que ficar vivo e pagar pelo crime bárbaro que encomendou. Que “apodreça” na cadeia durante muitos anos para que seja um exemplo aos covardes que tornam o Acre estado campeão de feminicídio.

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Leônidas Badaró

É natural de Xapuri, onde começou na comunicação há 25 anos. De lá pra cá atuou como repórter e apresentador em Rádio, TV e Online. Apaixonado por esportes, também é narrador de futebol.

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