
Um ato em frente ao Pronto Socorro será realizado, nesta sexta-feira, 6, às 17h, para pedir justiça pela médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, assassinada na última segunda-feira, 2 de novembro. A manifestação vai acontecer em frente ao hospital em que o advogado e procurador municipal Francisco Valadares Neto, investigado por suspeita de envolvimento na morte da médica, está internado em estado grave.
De acordo com a organização do ato, um dos motivos para que a manifestação fosse organizada foi a notícia da possibilidade de estar em tramitação um pedido de transferência de Valadares.
Em entrevista ao Portal Acre, a prima da médica, Maria Eduarda Wolter, destacou que a possibilidade de transferência de Valadares aumentou a preocupação e a indignação dos familiares. De acordo com ela, a família defende que o caso seja conduzido sem a influência ou poder da família do suspeito: “Não podemos aceitar que a influência ou o poder de uma família estejam acima da lei. A justiça precisa valer para todos, sem privilégios, sem dois pesos e duas medidas”, afirmou.
Maria Eduarda ressaltou que Elyne pediu ajuda, foi em busca proteção e recorreu às medidas que estavam disponíveis. Eduarda enfatizou o clamor por justiça para que a morte de Elyne não seja esquecida: “Hoje, nossa família está clamando para que sua morte não seja esquecida e para que as instituições cumpram seu papel”, destacou.
Na sequência, a prima de Elyne afirmou que a finalidade do ato é dar visibilidade ao caso, manifestar indignação e cobrar respostas e providências: “O objetivo do ato é dar visibilidade ao caso, demonstrar nossa indignação e cobrar respostas e providências concretas. Queremos justiça por Elyne!”, enfatizou.








