Rio Branco, 25 de maio de 2026.

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Projeto de Lei propõe criação do Selo Municipal da Agricultura Familiar em Rio Branco; Proposta busca reconhecer e impulsionar produção local

Foi apresentado na sessão desta quarta-feira, 22, na Câmara de Rio Branco, um Projeto de Lei (PL) que institui o Selo Municipal da Agricultura Familiar na capital acreana. A proposta é do vereador Felipe Tchê (PP).

A iniciativa tem como objetivo identificar, valorizar e promover a produção agropecuária e artesanal oriunda da agricultura familiar, assegurando a conformidade dos produtos com padrões de qualidade e segurança sanitária.

Vereador apresentou projeto que valoriza produtos oriundos da agricultura familiar. Foto: Pâmela Celina

Conforme o parlamentar, a agricultura familiar é fundamental para a segurança alimentar e a sustentabilidade da economia do município.

“Com a criação deste selo, estamos buscando não apenas certificar a qualidade dos produtos, mas também garantir que nossos agricultores familiares tenham o reconhecimento que merecem”, afirmou o vereador durante sua fala na tribuna.

O selo será concedido a produtos de origem animal e vegetal, in natura ou processados, produzidos por agricultores familiares. Segundo o texto do projeto, a l concessão do Selo observará os princípios da simplicidade administrativa, inclusão produtiva, sustentabilidade ambiental e valorização da cultura e dos saberes tradicionais locais.

“Esse selo não é apenas um reconhecimento simbólico. Ele fornecerá aos nossos produtores acesso a mercados institucionais, apoio técnico e incentivos que promoverão boas práticas produtivas e ambientais”, destacou o vereador.

Ainda conforme o texto do projeto, o Poder Executivo é que vai regulamentar, conceder, monitorar e divulgar o uso
do selo. Além disso, poderão pleitear o selo:

  • Agricultores familiares e empreendimentos familiares rurais reconhecidos nos termos da legislação federal;
  • Povos indígenas, comunidades tradicionais e extrativistas que pratiquem
    atividades produtivas sustentáveis;
  • Associações e cooperativas compostas majoritariamente por agricultores
    familiares;
  • Produtores urbanos e periurbanos vinculados a projetos de agricultura familiar
    reconhecidos pelo Município.

A proposta prevê também a prioridade na aquisição de alimentos pela Administração Pública e a isenção ou redução de taxas relacionadas à atividade produtiva familiar, como forma de incentivar a formalização e a capacitação dos agricultores.

O projeto estabelece também que o selo será fixado nas embalagens ou materiais de divulgação dos produtos certificados, segundo identidade visual padronizada.

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