
A Semana Internacional do Café 2025 (SIC) que acontece na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, continua a todo o vapor. O evento reúne produtores, técnicos e instituições que incentivam e fortalecem o setor da cafeicultura brasileira.
O Acre está com quatro representantes no evento e que estão concorrendo uma posição no ranking de melhores cafés do Brasil. Mas, um ponto muito importante para entender melhor o universo de um dos grãos mais amados no mundo, é conhecer a diferença entre canephora, arábica, conilon e robusta.
Para saber mais sobre este assunto, o repórter do Portal Acre, Leônidas Badaró, conversou com a engenheira agrônoma e coordenadora do núcleo da cafeicultura da Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri), Michelma Lima, que explicou as principais diferenças entre os principais tipos de café trabalhados em território nacional.
“Aqui no Brasil nós trabalhamos com duas espécies de café: arábica, que comumente é mais produzido no Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo; e o canephora e dentro dessa espécie temos a variedades conilon, que é produzido ali no Espírito Santo, e o robusta, que é produzido na nossa região amazônica. Então, nosso café robusta amazônico, ele é da espécie canephora”, explicou.

Foto: Leônidas Badaró
De acordo com a coordenadora, é possível identificar cada espécie, pois possuem características de sabor e aroma diferenciados. “Ambos são de muita qualidade, tanto a espécie arábica, quanto a espécie canephora, com o conilon ali do Espírito Santo e os robustas aqui da nossa Amazônia”, afirmou.
Michelma complementou ainda. “Então, um café da espécie canephora robusta tem formato mais arredondado e pequeno, além de ter o sulco central reto. A cor do grão é amarelo bronzeado e a textura é mais dura e densa. Já o café da espécie arábica tem o formato mais alongado e oval, com o sulco central curvo. A textura é lisa e leve e a cor do grão é verde acinzentada”, concluiu.








