A Bancada Federal do Acre definiu na última terça-feira, 4, em reunião no Senado Federal, as oito emendas coletivas que serão apresentadas ao Orçamento da União de 2026, priorizando obras consideradas estratégicas para o desenvolvimento do estado. O encontro, coordenado pelo senador Alan Rick e pela deputada federal Socorro Neri, reuniu todos os parlamentares acreanos e consolidou um consenso em torno de investimentos estruturantes.

Entre as prioridades, está a construção da nova ponte entre Epitaciolândia e Brasiléia, uma das demandas mais antigas e urgentes da região de fronteira. A obra está inserida no pacote de projetos estratégicos previstos para 2026 e é considerada essencial para a integração urbana e econômica entre os dois municípios, separados pelo Rio Acre.
A nova estrutura, que terá mão dupla de tráfego, foi projetada por técnicos da Associação dos Municípios do Acre (Amac) e será executada pela prefeitura de Epitaciolândia, com anuência da administração de Brasiléia.

Velha ponte metálica já não atende à demanda da fronteira
Atualmente, a ligação entre os dois municípios é feita pela ponte José Augusto de Araújo, conhecida como Ponte Metálica, inaugurada em 1986. Com capacidade limitada e estrutura antiga, o tráfego diário de veículos pesados e o aumento populacional tornaram a travessia insuficiente e insegura, principalmente em horários de pico.
A nova ponte deverá modernizar o fluxo viário, facilitar o escoamento da produção local e reduzir o tempo de deslocamento entre Epitaciolândia e Brasiléia, que compõem uma das mais dinâmicas regiões de fronteira do Acre, com intensa circulação de pessoas e mercadorias vindas da Bolívia e da chamada Estrada do Pacífico (BR-317).
Anel Viário de Brasiléia e Epitaciolândia: obra retomada pelo DNIT

Além da nova ponte, a região aguarda a conclusão do Anel Viário de Brasiléia e Epitaciolândia, projeto que faz parte do contorno da BR-317 e visa desviar o tráfego de veículos pesados da área urbana, além de facilitar o transporte de cargas rumo ao Peru e ao Pacífico.
As obras, iniciadas em 2021, foram suspensas em 2023 devido a entraves contratuais e orçamentários, mas em março de 2024 o projeto foi oficialmente repassado ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que assumiu a responsabilidade pela conclusão da obra.
Segundo informações públicas do DNIT e do Governo Federal, o Anel Viário deve ser retomado em breve, integrando o eixo de desenvolvimento da fronteira acreana. O projeto é visto como complementar à nova ponte, formando um sistema viário capaz de desafogar o trânsito urbano e estimular a economia local por meio da exportação e da integração regional.
Unidade política e investimentos estratégicos
Além da ponte, as emendas coletivas também destinam recursos à pavimentação urbana e rural, ao novo Terminal Urbano de Rio Branco, ao fortalecimento da segurança pública e à educação superior e tecnológica.
Participaram da reunião os senadores Márcio Bittar e Sérgio Petecão, e os deputados federais José Adriano, Roberto Duarte, Coronel Ulysses e Eduardo Veloso.
Com colaboração do jornal O Alto Acre.







