
O feminicídio, a forma mais brutal de violência contra meninas e mulheres, destrói a vida das vítimas e condena amigos e familiares ao sentimento de impunidade e a dor da perda e da ausência. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira, 10, o Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC), retratou uma triste realidade: os órfãos da brutalidade cometida, na maioria dos casos, por homens.
Em uma situação fictícia, a narração de uma criança fala sobre o amor e companheirismo com a mãe e da relação interrompida pelo ato cruel. Segundo o TJAC, “o enfrentamento à violência de gênero é urgente e deve ser uma ação contínua para que nenhuma mulher seja silenciada e nenhuma criança se torne órfã”.
No último domingo, 7, a nível nacional, o Levante Feminista realizou um ato em defesa das mulheres. No Acre, homens, mulheres e crianças, reunidos, debateram os caminhos e os desafios para o combate aos crimes contra o feminino e fortaleceram o diálogo para implementação de políticas públicas que garantam justiça e atenção às reivindicações da causa.
Somente em 2025, o Acre registrou 13 casos de feminicídio. O último crime foi cometido na zona rural do Bujari e vitimou Josie Silva da Costa, de 42 anos, assassinada com um tiro de espingarda, no dia 30 de novembro. Gilberto da Cruz Ribeiro, de 50 anos, companheiro da vítima, é o principal suspeito.
Em todo o Brasil, já foram mais de mil casos. De acordo com o Mapa da Segurança Pública de 2024, quatro mulheres são assassinadas por dia.
Conheça os canais de denúncia e ajude uma mulher a romper o ciclo de violência
- 180 – Central de Atendimento à Mulher
- 190 – Polícia Militar
- Secretaria de Estado da Mulher (Rio Branco) – (68) 99930-0420
- Centro Especializado de Atendimento à Mulher do Juruá – (68) 99947-9670
- Centro Especializado de Atendimento à Mulher do Alto Acre – (68) 99930-0383
- Centro Especializado de Atendimento à Mulher do Purus – (68) 99913-6120
Veja o vídeo:








