
A servidora pública Mabel Cristina Souza de Freitas, de 49 anos, e sua família, formada por mais cinco pessoas, perderam tudo em um incêndio devastador que aconteceu no dia 30 de dezembro, no bairro José Augusto. Em poucos minutos, as chamas consumiram toda a residência e a família perdeu tudo o que tinha.
Segundo Mabel, a família já recebeu, em um primeiro momento, o necessário para a família sobreviver.
“No momento, nós já recebemos alimentação, feira do mês, porque eu trabalho, graças a Deus, não sou desempregada, mas o necessário para a gente sobreviver nesse primeiro momento, nós já recebemos doação de roupa, fogão, geladeira, cama”, compartilha.
De acordo com a servidora pública, o foco agora da família é a reconstrução da casa, já que menos de 10% da estrutura poderá ser reaproveitada. Para isso, foi aberta uma vaquinha online para arrecadar o valor necessário para iniciar as obras. As doações podem ser feitas através do link https://www.vakinha.com.br/vaquinha/vamos-reconstruir-a-casa-da-mabel?utm_campaign=showcampaign&utm_content=5872578&utm_medium=share-bottom-link&utm_source=socialshares-app-share ou pela chave PIX 5872578@vakinha.com.br.
“Quem quiser fazer alguma doação de R$ 10, R$ 20, R$ 30 reais, ou valor o que for ou qualquer ajuda. Outra fora de ajudar é na CIMEC, que abriu uma linha de crédito para mim e a pessoa vai lá, ou entra em contato pelo WhatsApp, diz o valor que quer doar para a construção da casa da Mabel. A pessoa vai e coloca o crédito para mim, porque a CIMEC vai nos ajudar vendendo as coisas com preço de custo. Então, isso já é uma grande ajuda”, explica.

Conforme Mabel, a família conseguiu fazer a limpeza do terreno com a ajuda de amigos. “Agora eu estou na luta para a documentação de casa, para a CREA, laudo de bombeiro, mas doação de roupa, calçado e o que a gente já recebeu nesse sentido, supre essa primeira necessidade e a gente vai se ajeitando”, destaca.
A meta da vaquinha é arrecadar cerca de R$ 150 mil para a reconstrução da residência. “Vai ser aos poucos, dependendo do que arrecadarmos para começar a levantar a casa, mas eu já queria começar em fevereiro a levantar ela. E é isso, eu preciso de material de construção. Quem não quiser dar dinheiro, pode me ajudar com cimento, com areia, com brita, qualquer coisa”, diz.
Momento de recomeço
Mabel conta que a família é formada por seis pessoas e que ela é a principal provedora da casa. “Minha irmã não tem renda, ela perdeu a pensão há seis meses, pois foi cortada. Eu tenho dois filhos e ela um. Meu marido também trabalha, mas a renda dele é menor que a minha e eu sou a provedora da casa, cuido de tudo”, detalha.
Atualmente, a família está acolhida temporariamente na casa de amigos. Segundo a servidora pública, o momento é bastante difícil já que foi um grande trauma para todos.
“A nossa vida, a minha história, a nossa história, porque aquela casa é a herança dos meus pais. Uma casa que tem muita história porque minha mãe faleceu, era muito jovem e haviam muitas lembranças dela na casa. Está sendo difícil”, relata emocionada.

Entretanto, Mabel afirma que o acolhimento que recebeu foi fundamental para conseguir enfrentar toda a situação. Além disso, ela não perde a fé de que tudo vai dar certo e a família vai conseguir se reerguer e recomeçar.
“O acolhimento que eu tive, no primeiro momento, dos amigos que colocaram a gente confortavelmente numa casa para podermos chorar e sofrer com dignidade. E eu estou muito grata, estamos com o sentimento de tudo perdido, o sentimento de tristeza, o sentimento de gratidão, assim, tudo misturado. Mas, temos muita fé que tudo vai dar certo, tudo vai dar certo”, afirma.







