Rio Branco, 13 de maio de 2026.

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Com objetivo de melhorar abastecimento de água, Prefeitura investe em poços artesianos no Segundo Distrito de Rio Branco

Estrutura do poço artesiano para bombear a água – Foto: Pâmela Celina

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, realizou nesta quinta-feira, 29, uma visita ao Centro de Reservação do Santo Afonso, localizado no Segundo Distrito da capital. Na ocasião, também ocorreu a perfuração do quinto poço no centro.

Segundo o Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb), as perfurações tiveram início no dia 15 de janeiro e, até o momento, quatro poços já foram perfurados. O objetivo do projeto, segundo a instituição, é a perfuração de mais seis poços, totalizando dez poços na área.

Conforme Bocalom, a prefeitura realizou estudos para verificar o que seria necessário para resolver o problema de água na capital acreana.

“Mandamos fazer dois estudos que mostraram que, infelizmente, não adianta querer chegar a 500, 600, 700 metros, que não vai resolver o problema da água. Então, os estudos que fizemos mostraram que poços artesianos de até 400 metros, é possível fazer aqui na região”, afirmou.

Bocalom explicou ainda que os primeiros poços que estão sendo feitos são rasos, mas que, posteriormente, serão perfurados poços mais profundos.

“A saída que nós temos para Rio Branco é essa, porque o Rio Acre já mostrou esse ano e final do ano passado que, toda vez que ele sobe e baixa, muita areia que fica na água, a ETA não dá conta de tratar e de ter a quantidade de água que a gente precisa. Então, uma das saídas é essa daqui, eu não estava errado na questão de que nós temos que perfurar os poços”, disse.

Com poços já perfurados, foi possível alcançar uma média de vazão de 10 m³/h (10 mil litros por hora) por poço, resultando em uma produção total aproximada de 40 m³/h (40 mil litros por hora). Através da perfuração dos dez poços, o Saerb prevê a obtenção de uma vazão total de 100.000 m³/h (100 mil litros por hora).

Bocalom destacou o investimento para tentar resolver o problema do abastecimento de água na capital acreana – Foto: Pâmela Celina

“O nosso projeto do Saerb aqui para essa região, a perfuração de poços aqui nessa região, deve ter água suficiente para abastecer a Cidade do Povo e parte aqui dos outros bairros. Então, é uma questão de tempo para irmos fazendo isso e colocar para andar, porque essa água tirada de postos artesianos, é uma água que barateia os custos. Não é tratamento do rio, por isso barateia os custos e começa a melhorar para o Saerb poder fazer novos investimentos, porque nós temos muitos investimentos a fazer, não só na água, mas também no esgoto. É uma questão de tempo. A prefeitura já fez mais de R$ 200 milhões de investimentos com recursos próprios para poder manter a água até onde chegou, mas eu tenho fé em Deus que logo, a gente resolve o problema da água aqui, sem ter que privatizar”, detalhou Bocalom.

De acordo com o diretor-presidente do Saerb, Enoque Pereira, a partir da vazão obtida dos poços, será possível complementar o abastecimento da região e, futuramente, tornar o fornecimento de água exclusivamente por meio desses poços.

“O poço é uma alternativa que estamos procurando. Esses poços rasos agora, está tendo uma resposta que é boa, acima de 10,5 metros por poço, e que pode chegar a 12 metros por poço. A gente pode contemplar a Cidade do Povo em até 50% a mais, só com a água daqui dos poços perfurados. O Segundo Distrito tem um lençol freático muito bom, nessa parte rara de até 40 metros, e que ele não vai reabaixar tanto, mesmo retirando água em grandes volumes”, explicou.

Enoque acrescentou que a expectativa, com a instalação dos poços, é de que melhore o abastecimento de água.

“Essa água de poço é bem mais barata e a gente não precisa, por exemplo, lidar com a situação de turbidez, é só clorar. É uma água barata e isso permite com que a gente também não aumente, de forma muito escalonada, a tarifa, que é reajustada para atender os nossos gastos. Então, já que a gente vai gastar menos, a possibilidade é de não aumentar tanto. Com isso, o Saerb pode, de alguma forma, ajudar a população, porque o poço é mais estável, não tem a instabilidade do rio, e também não vai aumentar tanto a tarifa”, concluiu.

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