Troncos de madeira, pedaços de colchão, sofás e cadeiras, além de outros detritos, foram retirados na manhã desta quarta-feira, 21, de uma rede de drenagem localizada no cruzamento das ruas Almino Alves e Maranhão, no bairro Nova Esperança, próximo a academia Blue Fit Floresta.

A quantidade de material retirado impressionou moradores e as equipes de limpeza da Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade (SMCCI) e da Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco (Emurb), responsáveis pela desobstrução, e chamou a atenção para um debate urgente e necessário: o descarte correto do lixo.
O gerente operacional da SMCCI, Ylter Holanda, relatou que o despejo de itens como caixas, sacolas e brinquedos em região de córregos prejudica o funcionamento do sistema e pode resultar em alagamentos.

“Nós realizamos esse trabalho de desobstrução da rede de drenagem, que estava entupida por conta que moradores dos bairros próximos, estavam jogando troncos de árvores, restos de móveis, brinquedos, o que fez com que a passagem ficasse obstruída e acontecesse os alagamentos nas residências”, explicou.
Elen Glória, moradora da rua Maranhão, conversou com a reportagem do Portal Acre e afirmou que a população não se conscientiza sobre a forma correta de descartar o lixo.

“Essa questão aqui é porque as pessoas se conscientizam de que lixo não se joga no bueiro, no mato, enquanto as pessoas não aprenderem, vai continuar com essas alegações. Olha o tanto de lixo que foi tirado dali”.
Para evitar que a água continuasse a invadir a residência, Elen posicionou sacos de areia no portão da casa, impedindo o fluxo.
“Olha o que tivemos que fazer na nossa casa para a água parar de entrar. Porque já alagou os cômodos, molhou todos os móveis, que estão se estragando por causa da água, e o jeito foi chamar os responsáveis porque não tem mais condições de isso ficar assim”, pontuou.

A moradora fez um apelo para que os moradores parem de jogar lixo em locais inadequados. “Enquanto não pararem de jogar lixo dentro dos bueiros, dos igarapés, nos matias, vai ficar sempre assim. Depois querem culpar o prefeito, prefeitura, mas isso é culpa da população que não está nem aí. Peço, por favor, que se conscientizem”.








