Rio Branco, 16 de maio de 2026.

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Após judicialização do aumento das emendas para 2%, Câmara de Rio Branco critica ação da prefeitura e afirma que vai rebater

Aiache é presidente da Comissão de Constituição e Justiça na Câmara – Foto: Pâmela Celina

Com o retorno das sessões na Câmara de Rio Branco nesta terça-feira, 3, tem como principal pauta do dia é o envio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a emenda à Lei Orgânica Municipal nº 39/2025 para o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).

A emenda, aprovada pela Câmara Municipal de Rio Branco, aumenta o percentual obrigatório de execução das emendas parlamentares individuais de 1,15% para 2% da Receita da Corrente Líquida (RCL) do exercício anterior.

A ação argumenta que existe uma inconstitucionalidade formal no processo legislativo, com a falta de um Estudo de Impacto Fiscal.

Segundo o vereador e presidente da Comissão de Constituição e Justiça e Redação Final (CCJ) da Câmara, Aiache (PP), a tese da prefeitura apresenta alguns vícios e que a proposta de aumento das emendas individuais não é inconstitucional.

“A gente observando a ação direta de inconstitucionalidade sobre as emendas de 2% para cada vereador, vemos que há alguns vícios, principalmente na tese da prefeitura, em que fala que é inconstitucional os 2%, mas não é. Houve um julgado do STF sobre uma ação não é de regime de repercussão geral. Então, entendemos que não tem esse visto”, disse.

O parlamentar acrescentou ainda. “Vou colocar aqui também que as emendas, apesar de estarem sendo criminalizadas, apesar de que alguns parlamentares usam as emendas indevidamente, essas emendas chegam aonde o Poder Público não chega. Em algumas instituições, associações, ONGs e entidades que estão ali ajudando a população e a gente consegue ajudar com as emendas”, complementou.

Segundo o vereador, 50% dessas emendas são destinadas para a saúde e, quando se retira o poder de destinar esses recursos, também está sendo retirado a força do parlamentar.

“Claro que tem que ser investigado, claro que tem que ser acompanhado pelos órgãos de controle, mas a gente não pode retirar as emendas do parlamentar”, defendeu.

Outro argumento utilizado na ação da prefeitura se refere a falta de um estudo técnico para avaliar o impacto fiscal da decisão na receita do município. Aiache argumentou de forma enfática sobre isso.

“Existe essa argumentação de que não foi feito o estudo, mas quando a gente passa um projeto de lei aqui, o estudo vai ser feito. Não houve o diálogo, mas olhe, quantos Projetos de Lei que passamos aqui aqui sem diálogo, sem conversa, sem estar sentado, sem a gente saber realmente como é que tá a situação orçamentária. Porque não chamaram os vereadores depois para dizer: o orçamento está assim, vamos ver se a gente analisa” e conversarmos entre as instituições, porque ajuizar logo e ajuizar sem detalhe, sem os vereadores saberem. Poderia chamar a comissão, poderia chamar a mesa diretora da Câmara, mas ajuizar direto, eu acho que foi algo contra a Câmara de vereadores”, declarou.

Para o parlamentar, o posicionamento da casa legislativa deve ser uma decisão tomada pelo presidente da casa.

“Essa é a decisão do presidente da Câmara. O meu posicionamento é que a gente coloque nossos argumentos, nosso jurídico, inclusive da Câmara contra isso, porque, quando fizemos o projeto e não houve óbidos pela nossa procuradoria jurídica. Então, se não houve óbidos, a gente tem que argumentar contra essa ação.”, defendeu.

Questionado sobre como a Câmara está procedendo sobre essa situação, o presidente da casa, o vereador Joabe Lira (União), afirmou que a casa foi notificada no último final de semana.

Joabe destacou que Procuradoria da Câmara já está analisando a defesa do parlamento – Foto: Pâmela Celina

“Eu tomei conhecimento no momento que, eu como presidente, fui intimado, pelo oficial de justiça sobre essa ação. Então, foi nesse momento que eu fui informado da ação. A Procuradoria da Câmara já está com a ação em mãos para fazer a defesa e vai agora seguir o trâmite legal para que se possa defender aquilo que foi votado e aprovado na Câmara. A Procuradoria vai responder à ação que foi impetrada contra a Câmara e nós vamos agora, justificar o que foi aprovado aqui na Câmara Municipal de Rio Branco”, detalhou.

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