
Aos dois anos de idade, Ariel e Maria Eloísa encantam os pais com momentos simples, mas cheios de significado. Durante a leitura do livro infantil criado pela própria família, as pequenas já reconhecem as ilustrações e completam frases da história que conta justamente a trajetória delas: duas meninas que, mesmo sem laços sanguíneos, se tornaram irmãs de coração.
O livro “Ariel e Lolô – Uma história de amor” foi escrito pelos pais, Carlos Augusto e Larissa Oaskes, servidores do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), e reúne fotos transformadas em desenhos com ajuda da inteligência artificial. A obra retrata o sonho da família, a chegada das filhas e o fortalecimento dos laços construídos pelo amor e pela adoção.
Casados há cinco anos, Carlos e Larissa enfrentaram dificuldades para engravidar e decidiram entrar no Cadastro Nacional de Adoção durante a pandemia. Em junho de 2024, a adoção de Maria Eloísa foi formalizada pela 2ª Vara da Infância e Juventude de Rio Branco. No mesmo período, Larissa também descobriu a gravidez de Ariel.
As meninas nasceram com apenas seis dias de diferença e cresceram como verdadeiras gêmeas. Segundo os pais, a semelhança física e a conexão entre elas impressionam.
“Todo mundo pensava que elas eram gêmeas”, contou Larissa.

Ela relata que as duas viveram juntas fases importantes do desenvolvimento, como a introdução alimentar, os primeiros passos e as descobertas da infância.
“Elas são super amigas e companheiras. Conversam o dia inteiro e uma ajuda a outra a se desenvolver”, afirmou.
Carlos Augusto destaca que a experiência da adoção transformou completamente a vida do casal.
“Quando entramos no universo da adoção, a gente achava que estava fazendo algo por uma criança, mas quando ela chegou, entendemos que foi ela que transformou a nossa vida”, disse.
A mãe também descreve a maternidade como uma experiência intensa e cheia de aprendizado.
“É um amor apaixonado, que gera um estado de encantamento 24 horas”, declarou.
O casal também ressaltou a importância do curso de preparação para pretendentes à adoção e do acompanhamento realizado pela 2ª Vara da Infância e Juventude durante todo o processo.
A história da família Oaskes ganha ainda mais significado neste 25 de maio, data em que é celebrado o Dia Nacional da Adoção, criado para conscientizar sobre a importância da adoção legal e segura no Brasil.
Segundo dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), somente em 2025 já foram realizadas 28 adoções no Acre. Atualmente, o estado possui nove crianças aptas para adoção, 13 processos em andamento e 62 pretendentes cadastrados.
Veja, abaixo, o livro infantil.








