
A deputada federal Socorro Neri (PP), que faz parte da bancada federal do Acre na Câmara dos Deputados, defendeu publicamente o fim da jornada de trabalho atual que rege a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), a conhecida Proposta de Emenda à Constituição, PEC 6×1, que segue hoje em tramitação na Casa.
Segundo a parlamentar, o modelo atual precisa ser revisto para garantir melhores condições de vida aos trabalhadores: “Chega de escravidão branca, escravidão legalizada. Seis por um é escravidão pura”, afirmou.
Entenda a PEC
Atualmente a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), estabelece jornada de trabalho de 44 horas semanais. O modelo comum é que o trabalhador dedique-se seis dias por semana e tenha uma folga.
Apesar de repercutir por meio da deputada Erika Hilton, atualmente a Câmara dos Deputados discute duas propostas: a PEC 8/25, da deputada, e a PEC 221/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes. Ambas visam reduzir a jornada de trabalho para 36h semanais, facultadas a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que uma das prioridades em 2026 é votar a redução da jornada de trabalho da escala 6×1. Nas redes sociais, o presidente da Casa disse que a votação pode acontecer em maio.
Atualmente a Câmara dos Deputados possui oito parlamentares que representam o Acre nas discussões do legislativo, sendo eles: Socorro Neri (PP), Meire Serafim (UB), Coronel Ulysses (UB), Zezinho Barbary (PP), Eduardo Velloso (UB), Antônia Lúcia (Republicanos), Roberto Duarte (Republicanos) e Zé Adriano (PP). Apesar da Proposta receber assinatura de outros deputados da bancada do Acre, desses, apenas Socorro Neri se posiciona publicamente a favor da PEC 6×1.
“O emprego não vai desaparecer”, afirma deputada
A deputada Socorro Neri, disse ainda que acompanha a PEC 6×1 desde o início e avalia que o texto original pode sofrer ajustes durante a tramitação no Congresso Nacional:
“Eu não acredito que o projeto original vá ser aprovado integralmente, mas há um ambiente muito claro para aprovarmos 40 horas semanais no máximo e cinco dias de trabalho por dois de descanso. Isso já será um avanço muito grande”, declarou.
A deputada também criticou setores que se posicionam contra a proposta, afirmando que mudanças anteriores na legislação trabalhista também enfrentaram resistência.
“O Brasil não vai quebrar. O emprego não vai desaparecer. O que nós teremos é mais qualidade de vida para o trabalhador, para que ele possa conviver com a família, acompanhar a escola dos filhos e cuidar da própria saúde”, disse.
A proposta de alteração da jornada ainda está em debate na Câmara dos Deputados e deve passar por discussões antes de eventual votação.







