Rio Branco, 18 de abril de 2026.

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Com mais de 150 animais sob seus cuidados, protetora independente pede ajuda para aluguel e busca oportunidade de trabalho

Protetora independente faz um apelo à população por ajuda financeira e também por uma oportunidade de trabalho. Foto: cedida

A protetora independente de animais, Francisca Martins, de 51 anos, enfrenta uma das fases mais difíceis desde quando começou a resgatar animais em situações de abandono, maus-tratos, doenças ou risco iminente de morte em Rio Branco.

A renda de Francisca vem de trabalhos e diárias que realiza com faxinas. Atualmente, ela acolhe 146 gatos e cinco cachorros. Sem emprego fixo, a protetora realizava quatro diárias como faxineira, mas perdeu duas recentemente após os contratantes se mudarem de estado.

Atualmente, conta apenas com duas diárias quinzenais, renda que não tem sido suficiente para suprir as necessidades da casa, incluindo o pagamento do seu aluguel.

“Eu estou desempregada, tentando um trabalho fixo e não estou conseguindo. Fiquei só com duas diárias atualmente e elas só acontecem a cada 15 dias. Então, não está dando para suprir as necessidades daqui”, relata.

Devido a isso, a protetora independente faz um apelo à população por ajuda financeira e também por uma oportunidade de trabalho. Francisca relata que sua maior preocupação no momento é conseguir manter o pagamento do aluguel da casa onde vive com os animais. O valor mensal é de R$ 750 e vence todo dia 23.

“Minha maior dificuldade hoje está sendo colocar meu aluguel em dia. Meu aluguel vence todo dia 23 e eu preciso de dinheiro para pagar. É onde eu vivo. A casa não é minha, nem é dos animais, mas é onde eu abrigo 146 gatos resgatados e cinco cachorros”, desabafa.

Francisca também compartilha que foi avisada pelo dono da casa onde mora que, caso não pagasse o aluguel em dia, ela receberia uma ordem de despejo.

“O dono da casa que eu moro já chegou até a dizer que, se eu não pagasse meu aluguel em dia, ele fazer uma ordem de despejo. Agora, para onde eu vou, com esse tanto de animal que eu tenho, é difícil”, relata emocionada.

Atualmente, Francisca acolhe 146 gatos e cinco cachorros. Foto: cedida

Além do aluguel, Francisca conta também que precisa de ajuda para custear despesas básicas, como água, energia elétrica, ração e material de limpeza. Segundo a protetora, os gastos aumentaram ainda mais diante de novos resgates recentes.

“Se as pessoas puderem me ajudar, eu vou ser muito, muito grata. Na contribuição para o aluguel, para a luz, para a água. Eu também preciso de ração, de material de limpeza. Estou com uma cachorra que resgatei ontem, atropelada, ela está em crise. Se as pessoas puderem ajudar, contribuir, eu agradeço muito, de coração, de coração mesmo”, pede.

A protetora também compartilha que muitos dos animais que estão sob seus cuidados são doentes ou foram resgatados entre a vida e a morte, o que dificulta o encaminhamento para adoção. Entre eles está uma cadela resgatada recentemente em estado grave e um cachorro idoso, retirado do bairro do Tucumã, diagnosticado com câncer e que precisa passar por cirurgia.

“São muitos animais. São animais doentes, resgatados entre a vida e a morte. Eu não consigo colocar para adoção”, explica.

Além de doações, Francisca também pede uma oportunidade de trabalho. “Peço que se alguém tiver uma vaga, uma empresa de limpeza precisando de faxina, de diária, que entre em contato comigo. Não é sonho da gente ficar pedindo ajuda, mas ultimamente não tem sido fácil. É muito difícil mesmo”, diz emocionada.

Quem quiser contribuir pode ajudar com doações financeiras para o custeio do aluguel e despesas básicas, além de ração, produtos de limpeza ou apoio para tratamento veterinário dos animais resgatados.

Quem puder contribuir com doações financeiras para o custeio do aluguel e despesas básicas, além de ração, produtos de limpeza ou apoio para tratamento veterinário dos animais resgatados, pode doar diretamente para a protetora pelo PIX 68992284472. Toda ajuda é bem-vinda e é fundamental para Francisca continuar salvando as vidas dos animais que dependem exclusivamente da solidariedade.

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