
O número de casos graves de infecções respiratórias em Cruzeiro do Sul dobrou em 2026 e preocupa autoridades de saúde. Segundo o secretário Municipal de Saúde, Marcelo Siqueira, o aumento nas notificações passa de 100% em comparação com o mesmo período do ano passado. A situação, de acordo com ele, também é observada em todo o Acre.
Dados da Secretaria Municipal mostram que o município tem registrado entre 210 e 300 atendimentos semanais por síndrome respiratória aguda grave nas semanas epidemiológicas já contabilizadas este ano. São quadros que segundo o secretário, evoluíram para formas mais severas da doença.
“Esses números não representam todas as gripes da cidade. São os casos que precisaram procurar a UPA, o Hospital do Juruá ou uma unidade básica de saúde com sintomas mais intensos ou com pneumonia associada”, afirma.
Desde o início do ano, mais de mil pessoas já procuraram a rede pública com sintomas compatíveis com infecções respiratórias virais.
As infecções são causadas por diferentes vírus, entre eles variações da influenza A e B. Para o secretário, a circulação de cepas mais agressivas pode explicar o aumento das formas graves em 2026.
“Provavelmente estamos enfrentando variações virais que produzem sintomas mais intensos, de início abrupto, que afastam pessoas do trabalho, do convívio social e que, em alguns casos, evoluem para hospitalização e até óbito”, diz.
A Secretaria avalia que o aumento ocorre em meio à baixa procura pela vacina contra a gripe. O secretário destaca que o imunizante é atualizado anualmente, o que amplia a proteção contra as cepas.
“A vacina deste ano não é igual à do ano passado, porque os vírus também não são os mesmos. Ela é formulada para proteger contra as variantes mais recentes”, explica.
A proteção não é imediata e se desenvolve ao longo das semanas após a aplicação, permanecendo até a campanha seguinte.
Embora esteja disponível para toda a população, a orientação é que os grupos de risco busquem a imunização com prioridade?
Crianças;
Idosos;
Pessoas com doenças crônicas;
Pacientes em tratamento oncológico;
Imunossuprimidos.
“São aqueles que mais sofrem com complicações. Um episódio gripal pode descompensar uma doença pré-existente”, afirma o secretário.
A orientação é que a população não trate a gripe como algo inofensivo, já que, em determinados contextos, pode evoluir para complicações graves.








