
A visita do ministro da Educação, Camilo Santana, à Universidade Federal do Acre, nesta quarta-feira, 25, esetá sendo marcada por mobilização dos técnicos administrativos da instituição. A categoria aprovou greve por tempo indeterminado no último dia 23 de fevereiro e aguarda a homologação oficial da Reitoria.
Os servidores se concentraram no local onde o ministro cumpre agenda institucional para chamar atenção às reivindicações da categoria, que incluem o cumprimento de acordos firmados com o governo federal e avanços nas negociações salariais e estruturais.
De acordo com Aldemar Araújo, técnico administrativo e um dos organizadores do movimento, a greve já está em vigor para a categoria, restando apenas a formalização institucional.
“A finalidade desse movimento é dar continuidade à greve, que foi aprovada por tempo indeterminado no dia 23 de fevereiro. Encaminhamos ofício à Reitoria oficializando que a categoria dos técnicos entrou em greve. Agora precisamos aguardar 48 horas para que a Reitoria homologue e comunique oficialmente à comunidade acadêmica”, explicou.
Segundo ele, até o momento não houve resposta formal da administração superior da universidade.
“Estamos aguardando a homologação. Para os técnicos, a greve já começou. Falta apenas a parte oficial, documentada”, afirmou.

Nesta quarta-feira, os servidores realizam a terceira assembleia desde o início do movimento, com o objetivo de dar continuidade às deliberações e formar oficialmente o comando de greve local. A presença do ministro na capital acreana também é vista pela categoria como uma oportunidade para pressionar por respostas.
“Queremos que o ministro se posicione a respeito do movimento e dos acordos que não foram cumpridos. O Ministério do Planejamento faz acordo com a nossa federação, a Fasubra, em Brasília, mas quando chega à mesa de negociação não negocia. As reuniões são adiadas, não há avanço. A gente já não aceita mais isso. A única arma que temos é a greve”, declarou Aldemar.
A mobilização até o momento envolve exclusivamente os técnicos administrativos, sem adesão estudantil. As atividades acadêmicas seguem ocorrendo normalmente, embora setores administrativos possam ser impactados pela paralisação.








