O historiador Clécio Pontes, do perfil Direito & História (@direito.historia), usou as redes sociais para manifestar uma denúncia pública em relação a um dos grandes símbolos culturais da capital acreana, o Teatro Plácido de Castro, mais conhecido como Teatrão.

Construído na década de 90 e com capacidade para um público de 500 pessoas, o Teatrão logo se tornou um espaço para apresentações artísticas, com shows, festivais, espetáculos teatrais e eventos culturais. Ao longo dos anos, foi o principal espaço de acolhimento e incentivo aos artistas locais e foi essencial para o desenvolvimento de produções feitas em território acreano.
Em 2020, o governo do Acre fortaleceu as tratativas para a revitalização e liberou os recursos, mas até o momento, em fevereiro de 2026, as obras seguem sem avanços.
“O governo anunciou revitalizações, prometeu modernização, acessibilidade e recuperação estrutural do espaço, mantendo a arquitetura histórica e ampliando o espaço ao público. Mas a realidade é outra, o que se vê são obras que não terminam, prazos que não se cumprem e um patrimônio público parado. Se a reforma já deveria ter sido entregue, onde foi parar o recurso público? No Teatrão, com certeza, não está”, disse Pontes.

No vídeo, o historiador ainda acrescenta que cultura parada também é prejuízo social. “Tudo o que se vê é abandono, silêncio e ausência de operários. Cultura parada também é prejuízo social”.
A equipe de reportagem do Portal Acre entrou em contato com a Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop), que informou que os serviços seguem em execução, com avanços consolidados, e que a previsão é que as obras sejam concluídas em 2026.
“Foi concluída a etapa de ampliação, incluindo a construção de um novo espaço que funcionará como sala multiuso, destinada ao ensaio de artistas. No momento, está em andamento a implantação da nova infraestrutura elétrica, o que acontece em paralelo à reprogramação contratual junto à Caixa Econômica Federal, essencial para adequar o projeto às demandas técnicas identificadas durante a execução, especialmente relacionadas ao novo sistema de climatização e às atualizações elétricas”, diz trecho do posicionamento.
Ainda de acordo com a Seop, o cronograma inicial da obra foi impactado por atrasos na liberação de recursos por parte do Governo Federal. “Após isso, já na fase de execução, foram identificadas necessidades técnicas não previstas no projeto original, exigindo ajustes e readequação dos prazos para garantir a correta implantação das soluções previstas”.








