
Mais uma etapa mutirão do programa “Adolescência Primeiro, Gravidez Depois”, voltado para a inserção do método contraceptivo Implanon em adolescentes de 14 a 19 anos, ocorreu nesta terça-feira (3), na Policlínica Barral y Barral, em Rio Branco. A ação integra uma série de ações do programa e faz parte da Semana Nacional de Prevenção à Gravidez na Adolescência, de 1 a 8 de fevereiro.
Para a estudante Yasmin Azevedo, de 19 anos, que esteve no mutirão, a ação representa a possibilidade de planejar o futuro com tranquilidade: “Agora eu estou mais tranquila, estou protegida, vou conseguir fazer minha faculdade tranquilamente. Sei que estou protegida, 99% de chance de não dar errado. Então, estou muito feliz e agradeço muito o SUS por isso”, diz.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), com o apoio da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre), e beneficia adolescentes que tinham os encaminhamentos realizados e estavam na fila de espera. A expectativa, de acordo com o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, é que cerca de 240 implantes sejam realizados.
“Essa é uma ação contínua da Secretaria Municipal de Saúde, mais recentemente nós temos o Implanon, que é um método que foi inserido dentro do cardápio de possibilidades que nós temos. Estamos realizando o implante nessas adolescentes que procuraram a nossa rede para poder acessar esse serviço, nosso objetivo é que durante esse mês a gente consiga fazer 240 implantes”, explica o secretário.
A importância da prevenção à gravidez precoce
A Semana Nacional de Prevenção à Gravidez na Adolescência foi instituída pela Lei n° 13.798/2019, cujo objetivo é reduzir os índices de gravidez não intencional na adolescência, por meio do acesso a métodos contraceptivos de longa duração. De acordo com a chefe da Divisão do Adolescente da Semsa, Kathyelly Cordeiro, a estratégia é atender durante as duas semanas que antecedem o carnaval.

“É uma mobilização nacional em que as instituições se unem em prol da prevenção de gravidez na adolescência, para evitar os diversos danos de saúde, sociais e econômicos da gravidez precoce. Em parceria com a Sesacre, através das doações, estamos conseguindo atender toda a fila durante essas duas semanas iniciais de fevereiro, que antecedem o período carnavalesco, que é justamente para evitar a incidência de gravidez após esse período”, explica.
Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 66% das gestações em adolescentes são indesejadas. Além de ocorrerem no contexto de vulnerabilidade social, desinformação e falta de apoio de redes familiares e comunitárias.
De acordo com os dados mais recentes do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), em 2025, o Brasil registrou mais de 168 mil nascimentos de mães entre 15 e 19 anos. No Acre, esse número é de 1,6 mil nascidos para a mesma faixa etária.

“Essas adolescentes vão poder se planejar futuramente, terminar os estudos, se capacitar profissionalmente. E garantir um futuro mais estável para elas, evitando a gravidez não intencional”, finaliza Kathyelly Cordeiro.







