Rio Branco, 18 de abril de 2026.

Aleac não se omita

Sem segurança: Quase metade dos trabalhadores acreanos estão na informalidade, aponta IBGE

Conforme IBGE, número de trabalhadores informais no Acre chega a 146 mil – Foto: reprodução

A versão mais recente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), divulgada nesta sexta-feira, 20, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que a taxa de informalidade atinge 45,2% da população acreana, quase metade da força de trabalho no estado.

A taxa de informalidade representa a parcela da população ocupada, ou seja, que trabalha mas que não possui registro formal de emprego, com carteira assinada. Essa parcela carece de proteção previdenciária e direitos trabalhistas.

O número corresponde a aproximadamente 146 mil acreanos, e a taxa supera a média nacional, de 38,1%. O Acre é o 12º do país com a maior taxa de informalidade do país. Na Região Norte, é superado pelos estados do Pará (2º) e Amazonas (6º).

Entre os estados com as taxas mais altas estão, Maranhão (58,7%), Pará (58,5%), Bahia (52,8%), Piauí (52,6%) e Ceará (51%).

Já as menores taxas de informalidade do país estão em São Paulo, Distrito Federal e Santa Catarina.

Para a gestora de Recursos Humanos e especialista em Mercado de Trabalho, Raquel Albuquerque, boa parte da informalidade no estado está relacionada à baixa atratividade das vagas formais, principalmente se comparada a auxílios governamentais e a salários ofertados por algumas empresas.

“Em muitos casos, a remuneração proposta não se mostra suficientemente competitiva para incentivar a formalização, o que acaba contribuindo para que trabalhadores optem por atividades informais ou pela permanência em programas assistenciais”, explicou.

Papel das empresas

A gestora comenta, ainda, sobre o papel fundamental que as empresas do estado têm em repensar modelos de negócio e políticas de remuneração. O ideal, segundo Albuquerque, seria ter referenciais nos centros metropolitanos, onde existe maior movimentação para ofertar além do salário mínimo ou de competir apenas com valores de auxílios governamentais.

“Investir em melhores salários, benefícios estruturados e planos de crescimento pode ser um caminho estratégico para reduzir a informalidade e fortalecer o mercado de trabalho local”, disse.

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