
Após o registro de uma nova agressão no Restaurante Popular da Baixada da Sobral, em Rio Branco, o secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, João Marcos Luz, afirmou que a equipe está preparada para lidar com situações de crise no local.
O caso ocorreu nesta segunda-feira, 30, e é o segundo episódio de violência contra trabalhadoras registrado em menos de um mês. Procurado pelo Portal Acre, o secretário destacou que o perfil do público atendido exige atenção constante.
“Nosso público é sempre um desafio gerenciar porque são pessoas vulneráveis, e em alguns casos, dependentes químicos e de álcool. Nossa gestão busca atender a todos com respeito e dignidade”, afirmou.
Medidas após novo caso de agressão
Segundo João Marcos Luz, apesar dos episódios, a equipe está capacitada para lidar com esse tipo de situação.
“Infelizmente, uma minoria tem quebrado regras e até feito agressão aos nossos colaboradores. Porém, nossa equipe é altamente preparada para gerenciar crises”, disse.
O secretário informou ainda que foram solicitadas medidas para reforçar a segurança no local.
“No momento solicitamos do gabinete militar uma maior atenção com o Restaurante Popular e estamos ampliando a equipe e reordenando serviços para melhor atender e proteger nossos usuários e colaboradores”, completou.

Relembre o caso
Na manhã desta segunda-feira, 30, uma trabalhadora foi agredida após um homem entrar no restaurante e tentar atacar outra funcionária. Colegas intervieram, mas uma segunda servidora acabou sendo atingida.
“Ele entrou violento e tentou agredir uma funcionária. Os funcionários foram proteger e ele conseguiu acertar outra trabalhadora”, relatou uma servidora, que preferiu não se identificar.
Após o ocorrido, os atendimentos chegaram a ser suspensos temporariamente e funcionários passaram a cogitar paralisação diante do clima de insegurança.
Clima de insegurança
Ainda segundo os relatos, os trabalhadores questionam a efetividade das medidas de segurança adotadas no local.
“Disseram que tem segurança e é garantido, mas como é que é garantido se a gente é agredido em serviço?”, disse a funcionária.
O secretário também ressaltou ações da pasta voltadas à população em situação de rua.
“Em 2025 tiramos 78 pessoas das ruas e vamos continuar até mudar a vida de mais pessoas”, concluiu.








