
A valorização da cultura acreana e a ocupação dos espaços públicos por artistas locais são os principais destaques do projeto “Cultura na Praça”, lançado nesta quinta-feira, 19, em Rio Branco.
Com apresentações previstas neste domingo, 22, o evento reúne diferentes expressões culturais, desde música e poesia até manifestações tradicionais da Amazônia.
Para os artistas envolvidos, a iniciativa representa uma oportunidade de visibilidade e fortalecimento da identidade cultural local.
Cultura como pertencimento
Integrante do grupo Jabuti Bumbá, Deusa Maria destacou a importância de aproximar a população das próprias raízes culturais.
“Tem muita gente que não conhece a própria cultura. Quando a gente se conhece, a gente se encontra”, afirmou.
O grupo trabalha com elementos da cultura amazônica, incluindo personagens como a Matinta Pereira, o Curupira e o Mapinguari.
“A gente traz esses seres para despertar também a consciência ambiental”, explicou.
Diversidade cultural e ancestralidade
Representante do Afoxé Omo Aladê, Thiago Matias reforçou a importância da cultura afro-brasileira dentro do projeto.
“A gente precisa expandir a cultura acreana, levando em consideração que grande parte da população é negra”, destacou.
O grupo participa do cortejo cultural ao lado de outras manifestações tradicionais.
Cultura como transformação social
Para o mestre Ferrugem, da Liga Acreana de Capoeira, o projeto também tem impacto social, principalmente entre jovens.
“A cultura tira crianças e jovens da ociosidade e traz benefícios para a mente e para o corpo”, afirmou.

Segundo ele, a participação da capoeira nas atividades reforça o papel educativo e cultural das práticas tradicionais.
Protagonismo feminino e coletivo
A coordenadora do projeto “Elas Fazem Acontecer”, Lidianne Cabral, destacou o protagonismo feminino e o trabalho coletivo na construção da iniciativa.
“É um coletivo que envolve mulheres, artistas e a economia criativa. É uma conquista muito grande para a cidade”, disse.








